segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sem música

Eu não sei, que mais posso ser

um dia rei, outro dia sem comer

por vezes forte, coragem de leão

as vezes fraco assim é o coração

eu não sei, que mais te posso dar

um dia jóias noutro dia o luar

gritos de dor, gritos de prazer

que um homem também chora

quando assim tem de ser


Foram tantas as noites sem dormir

tantos quartos de hotel, amar e partir

promessas perdidas escritas no ar

e logo ali eu sei...


(Que) Tudo o que eu te dou

tu me das a mim

tudo o que eu sonhei

tu serás assim

tudo o que eu te dou

tu me das a mim

e tudo o que eu te dou



Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena

fazes aqueles truques que aprendeste no cinema

mais peço-te eu, já me sinto a viajar

para, recomeça, faz-me acreditar

"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu

enrolados pelo chão no abraço que se viu

é madrugada ou é alucinação

estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão

hum, esse odor, traz tanta saudade

mata-me de amor ou da-me liberdade

deixa-me voar, cantar, adormecer


Pedro Abrunhosa

4 comentários:

Paulo Araújo disse...

é tão boa a reciprocidade...

beijo!!!!

kari disse...

Sim! :)

Paula Sofia Luz disse...

Tão lindo este poema. <3

kari disse...

Por vezes, há palavras que batem na alma. <3 :)