Sim sim, o prato do dia do tempos modernos??? Não! Exemplo no Imperatriz Sissi, ou no "Californication" entre outros... Mas o amor, a sua procura, a sua exploração, é tão actual hoje como nos livros de Molière e dos grandes clássicos de qualquer tempo. A humanidade e os seus paradoxos: o amor floresce, realiza-se e encontra-se na liberdade e aceitação do outro mas o amor é abandonar uma certa liberdade para a dependência mútua mutuamente aceita. É tão difícil agora como noutros tempos, conjugar amor e realização pessoal. Aceitar os defeitos do outro e sorrir das diferenças. Esses sacrifícios são dignos de um grande amor. É a vitória do amor sobre o amor-próprio. Como se conhece um grande amor? No dia em que nos apercebemos que a única pessoa que nos pode consolar, é a pessoa que nos magoou. E assim, percebemos que somos dois em um. Será que há alguém pronto para amar? Há alguém pronto para prescindir dos seus prazeres pessoais para viver os pessoais do outro? Rir através do outro, chorar através do outro? Articular as vontades e o amor-próprio com as do outro? Alfred de Musset disse: "Todos os homens são mentirosos, volúveis, falsos, faladores, hipócritas, arrogantes e cobardes, desprezíveis e sensuais; todas as mulheres são traiçoeiras, astutas, vaidosas, curiosas e depravadas; o mundo é um esgoto sem fundo onde as focas mais disformes rastejam e torcem-se nas montanhas de lama; mas se houver no mundo coisa sagrada e sublime, é a união destes dois seres tão imperfeitos e tão horríveis."

2 comentários:
Excelente, gostei imenso. Grandes verdades...é um prodígio quando duas pessoas cheias de defeitos se equilibram, pelo simples facto de se amarem. Mas é tão difícil!
Sim! :) A questão também é da percepção das pessoas do "amar". É tudo subjectivo e pessoal, equilibro e confiança, sinceridade e honestidade que nos seres humanos sabemos ó quanto é díficil segurar...
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