Toda gente tem convicções e toda gente pode falar sobre isto, disto ou daquilo.
Vou citar o Nietzsche: "O contrário da verdade não é a mentira, são as convicções."
Aaaaah! Pois! Tome lá que já almoçou! E agora? Hã?
As convicções, muitas vezes, levam ao fanatismo mais que à descoberta e procura da verdade.
A convicção tem uma relação ambígua com a verdade, seja Galilée ou Lénine, quem a tem, não tem sempre a certeza de ter razão? de estar certo? Mas por aí também colocamos uns: -Mas também há verdades eternas? ou verdades provisórias? Se todas as verdades são alimentadas de valores, justiça, beleza, bondade, etc.... Podemos afirmar que há boas e más convicções?
Parece que a convicção é mais "sentida" que reflectida e que é um sentimento constituído do homem. Mas a convicção não exclui a dúvida... Não pode portanto ser fixa nem ad vitam aeternam. Neste caso, qual é o valor de uma íntima convicção e honestidade intelectual consiste em ser fiel às suas convicções ou reconhecer que já não são as mesmas? Não será a riqueza desesperada da convicção? Esta força que permite tomar medida, ir para frente, que dá vontade de actuar e de mudar as coisas para melhor e, ao mesmo tempo, esta ideia que fecha um tema cuja razão parece mais impotente para lutar contra ela. Muitas vezes mas nem sempre. Ter convicções para agir com eficácia, bem haja! Mas porque ficar por aqui? Para não cair no estereótipo, levado pela força da convicção, deve se salvaguardar um espírito crítico para poder pôr em causa as suas certezas e de as actualizar com frequência. A honestidade intelectual tem este preço: ter convicções, sim, mas questioná-las, encostá-las às dos outros, à realidade, questionar os seus preconceitos quando é preciso.
E em politica? Onde está a convicção? Ainda tem, faz sentido? Qual? As convicções são próprias ou impostas pelos partidos? Será que há convicções pessoais que poderiam opor-se às convicções das massas?
E a responsabilidade moral frente às convicções partidárias? Não será mesmo pôr em causa a democracia? Em nome de convicções?
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5 comentários:
Ui isto são umas horinhas de discussão.... Acho que a foto ilustra tudo. Primeiro começarmos por nós e depois aproximarmo-nos dos outros.
Sim tão difícil de falar tão pouco deste assunto! Mas sim acho que começa por nós. :)
Na maior parte das vezes quem quer mudar o mundo, pensa que ele é que está bem e o mundo mal
Isso, para mim, já é megalomania
Eu sou de convicções, se calhar por isso não me tenho em grande conta!
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