quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

I love my french side.


Françoise Giroud a dit:


 "Je crois que le bonheur existe. La preuve est que, 

soudain, il n'existe plus" 


Sacha Distel chante: 



I love my algerian side.


Não diga tudo que sabe, porque quem diz o que sabe, muitas vezes diz o que não convém;
não faças tudo o que pode, porque quem faz tudo o que pode, muitas vezes faz o que não deve;
não acredite em tudo o que ouve, porque quem acredita em tudo o que ouve, muitas vezes julga o que não vê;
não gaste tudo o que tem, porque quem gasta tudo o que tem, muitas vezes gasta o que não pode.

Provérbio Árabe.










terça-feira, 29 de janeiro de 2013

E hop! Yoguei!

Testei a nova aula de ioga com a Ana, mulher elástica, e claro que passados anos de desprática, fiquei com a cabeça inclinada com olhos e boca abertos pensando "OI?" ao ver uma mulher de plasticina moldar-se e desmoldar-se. Já me tinha esquecido (sim, já sei, Alzheimer garantido), embora não me lembro de ter achado os prof's que já tive tão maleáveis e contorcionistas. Mas surpreendi-me! Lá consegui eu, cavalona desavantajada bruta, tomar consciência e controlo do meu corpo, desdobrar-me toda misturando esquerda e direita, braços, pernas e cabeça, erguer-me ao contrário, levantar o corpo com espargata, cabeça para baixo ou só apoiada nas mãos, eu, desastrada e desequilibrada auditiva...  Alma no sitio, respirar, corpo ao reencontro da sua flexibilidade, todo dorido de vida e libertação, resistência e bem estar. Que satisfação!




FRASE PARA 2013

"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita."
Mohandas Karamchand Gandhi




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

OPTICALIA




Obrigada! Percebi que vejo muitoooooooooooooooooo bem o senhor (nem reparei o bomzão que é nem nada) e que não preciso de óculos para apreciar esta comunicação marketing. Até com ou sem óculos. Está maravilhoso.

Matemática: teoria e geometria.


Como pode-se constatar, a  probabilidade de resultado da centralidade é baixíssima. 
Mas o melhor é de eu ter a sorte de conhecer, ver e apreciar uns raros "perfects matches".
É bonito. :)

AAAAAAAAAAAAgrrrHHH! Mas porquê? PORQUÊ????


Estou farta, farta mas tão farta destas merdas salgadas, volta e meia de 15 em 15 dias, obstruções dos canais de drenagem dos seios nasais, canais a entupir por causa do frio ou da humidade e de ter crostas coladas aos pelos nasais que me criam feridas no canto das narinas que doem e ardem como se me tivesse cortado com um xizato e que depois deparamos com caldas de liquido a correr e a colar no rosto até aos olhos, boca e tal, bem que se fosse directamente para a boca era outro caminho que do interno e ainda perdoava tipo no prato com garfo e faca, ou seja falando de maneira "medicalmente" correcta é o seguinte:

"os sintomas são de uma rinite infecciosa comum: congestão nasal, rinorreia, mal-estar geral, por vezes febre e dor de cabeça difusa. Ao fim de alguns dias, os sintomas intensificam-se e adquirem características mais definidas. Por um lado, verifica-se a saída de secreções nasais espessas, de cor verde ou amarelada e, por vezes, de cheiro fétido. A quantidade é variável, já que saco abundantes em alguns casos, minimal noutros, devido a obstrução do canal de drenagem do seio, ficando retidas na cavidade; em algumas ocasiões, não são muito evidentes porque descem pela garganta e são deglutidas.

Por outro lado, surge uma dor típica devido a inflamação da mucosa e a acumulação de secreções no interior da cavidade afectada. A intensidade muito variável e a sua localização depende do seio afectado. Em caso de sinusite frontal, costuma manifestara-se na fronte e por baixo da cavidade do lado afectado, alastrando muitas vezes em redor do olho. Em caso de sinusite esfenoidal, a dor é menos localizada, mais intensa atrás da orelha, embora também possa alastrar para a região frontal ou para a nuca. Na sinusite etmoidal, a dor situa-se entre a raiz do nariz e o ângulo interior do olho do lado afectado, alastrando por vezes para a fronte e, sobretudo, para a zona traseira do olho. Na sinusite maxilar, surge uma dor na face do lado afectado, que ocasionalmente se alastra para a fronte, para a zona do ouvido e para a arcada dentária.
As dores podem variar de intensidade ao longo do dia, ou seja, iniciam-se pouco depois de se levantar, intensificam-se progressivamente até ao meio-dia, altura em que se atenuam, e depois voltam a aumentar durante a tarde. Além disso, regra geral, a dor é maior quando se inclina a cabeça para a frente. Os sintomas persistem durante alguns dias, até que o tratamento ou as próprias defesas orgânicas acabem com a infecção."


Mas pronto, ainda não morri, devo ficar com um nariz de ferro, cada vez mais forte e resistente... :DDDD

domingo, 27 de janeiro de 2013

Imagination

Vamos convencer-nos que tudo é possível, que o feio é bonito, que o falso é real, que tudo é eterno, que o mal não existe, que a guerra é ficção, que a estupidez é brincadeira e que os dentes são todos verdadeiros.
rue du Mont Cenis, Paris 18ème, 12-12 @kabg.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Henri Beyle

Stendhal ou Henri Beyle, do seu nome verdadeiro era de lembrar ontem como não pude esquecer o da minha mãe, pelo seu aniversário de nascimento, embora parece-me que lembram-se os defuntos no aniversário da morte mas não interessa.
Escritor, e grande, mas também diplomata, talvez terá influenciada minha pessoa em crescimento. Pela sua procura constante da verdade, da verdade verdadinha na psicologia humana e inspira romanticamente à vida, aos sentimentos fortes e puros.

Da mesma forma que com retrospectiva, na minha infância, mas por outros motivos poderia se adequar a dele, a vida tão alegre para as outras crianças, era, eu má, sombria e pouco razoável. De experiências vividas do pior com alguma humanidade em amores falhados, de evasões em procura, da gauche caviar à pobreza, passando por apoios culturais imprescindíveis à sobrevivência da serenidade, parece-me uma perspectiva muito familiar, o destino de Stendhal.

Stendhal por Felix Vallotton.

Espectadora de primeira fila.

Além de ter testemunhos de amor de pessoas que amo, de outras que amo e que não querem saber, o que dou será sempre meu. Sou a favor da verdade, da sinceridade. Infelizmente, não pode ser. Pouca gente tem a capacidade para lidar com elas, para as gerir. Este problema de auto-estima de medo de não ser amado, de se assumir como se é, de se auto-promover, de não assumir os erros, as falhanças e as derrotas, a falta de humildade, de querer ser e o que se não é... Então com a desculpa de não magoar, de perceber esta não aceitação da realidade passo ao lado dela, sem confrontos, sem culpas, observando o comportamento das pessoas. 

Qual melhor e mais bela prova de amor posso dar se não a de ver o que é nítido e de continuar a apreciar o espectáculo? 
De saber e de continuar a amar?

Paris Beaubourg @kabg12-12





Scene 24 chapter 38 Série Guergous.

-Karina?
-Sim?
-Boa tarde, a PSP, o chefe nãovoudizeronome, a falar!
-Olá... Boa tarde.. ?!
-Está no seu local de trabalho?
-Euh... sim...?
-Deixou a porta do seu carro aberta, tenho um agente ao pé do seu veiculo a sua espera para fechá-lo a chave.
-Ah! Que gentileza! E intenção de bonança! Muito obrigada! Vou já fechá-lo.

:)
 PS: a P.S.P. não andou a abrir as portas e ver se estavam trancadas, tinha mesmo a porta de trás entre-aberta...


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

I'm a true guergous. Really.

E quando uma pessoa pensa que já viu de tudo um pouco por aí, aparece sempre o imprevisível, o inesperado e o inimaginável. Como diz uma amiga cara ao meu coração, quando ela pergunta-me se está tudo bem e que eu respondo que sim tudo normal, ela responde-me, a rir, que o que é normal para mim não é de todo para ela. De facto, esta história é bastante engraçada e surpreendente. Passo a contar. Um inglês, que não conheço de lado nenhum, lá do fundo da sua terra, chateado e irritado pela falta de respeito pela sua língua, eu cito: "But then the English language no longer belongs to the English anyway!", mandou vir comigo a pensar que queria me armar em gorgeous e que tinha mal escrito a palavra, tendo escrito Guergous, eu cito outra vez: " You'd be gorgeous if only you could learn to spell a bit better." Claro que não percebi à primeira onde ele queria chegar, e depois de esclarecida e de explicações mútuas, fica a anedota. Sou mesma Guergous.


Vai de tudo ao mesmo.


Ministro japonês afirma que doentes idosos devem morrer para poupar o Estado.


Esta declaração é brutalmente chocante. Há quem tem não tem vergonha na cara, não tem consciência nem medo. Mas tem insanidade mental, tem.
E há quem não o diz alto mas que faz a mesma coisa. Hoje. Agora.
Enterrar os pessoas que fizeram história, que lutaram para a liberdade e democracia para nós, hoje para constatar o quê? Que esta declaração do ministro japonês vai dar o mesmo do que se passa aqui.
Para mandar emigrar (e depois desmentir), para cuspir na cara dos reformados, dos pensionistas, dos doentes, dos desempregados, dos trabalhadores, das crianças. 
Para colocar os jovens frente de murros tão altos que nem a inocência e alegria deles ultrapassam a realidade triste dos pais. 
Para ensinar que só comendo no tacho politico é que se safa e se tem emprego e nível de vida tolerável.
Só nos resta, lutar para não ouvir tal merda, não ver o que se passa, não morrer prematuramente na ignorância, doente e idoso.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Frase de sempre.

"Não importa se a estação do ano muda... Se o século vira, se o milénio é outro. Se a idade aumenta... Conserva a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela."

Fernando Pessoa.






Tenho vómitos. De nojo. De injustiça. De capitalismo.

As 100 mais ricas pessoas do mundo têm um rendimento anual que poderia erradicar quatro vezes a pobreza.


Ora, AQUI estão eles, não vivem na terra nem convivem com a humanidade. Têm o seu mundo, as suas pessoas. E a OXFAM international, antes da 43ª edição da reunião anual do forum económico mundial (de 23 a 27 de Janeiro em Davos, Suíça), a confederação de organizações internacional OXFAM, com objectivo de combater a pobreza, lançou o desafio, a "new-deal" para lutar contra as desigualdades sociais. 
Tirar o sinal de alarme, incentivar, propor e convencer. À luta. Parabéns OXFAM!

Não me chateias pah!

Notícia do Correio da Manhã de hoje.


Assassina o marido à facada e vai dormir

A discussão estalou na casa da amiga do casal às 23h00 de quinta-feira, em Torres Vedras. Mariana e Mário, 54 e 45 anos, respetivamente, estavam juntos há três anos e viviam ali por favor. A acesa troca de palavras só terminou quatro horas depois, quando a mulher desferiu uma facada no tórax do marido. Mário caiu inanimado junto ao sofá da sala e Mariana foi para o quarto dormir. O homem acabou por morrer. A homicida foi detida pela Polícia Judiciária e já está em prisão preventiva.
Por:Magali Pinto/ João Tavares

Maria Amélia Fonseca é dona da casa onde o crime aconteceu. Amiga de Mariana há 10 anos só soube pelos inspetores o que se passou. "Eu ouvi gritos, mas como já era normal as discussões e agressões entre os dois nem sequer liguei. Depois a Mariana foi dormir e ele ficou estendido no sala. Só depois é que ela me veio dizer que ele estava no chão. Fiquei em choque. Pensei que ele tinha tido um ataque cardíaco e por isso chamei os bombeiros", disse a mulher, que ainda ontem estava em choque.
Mário Maninho fazia alguns trabalhos na construção civil e recebia do Estado o Rendimento Social de Inserção. Só quando chegou ao hospital é que a equipa médica se apercebeu de que o homem tinha uma ferida no peito. Vieram a confirmar que um pulmão foi perfurado à facada. A falta de assistência fê-lo perder muito sangue. O homem acabou por não resistir aos ferimentos.
Mariana ficou em casa e foi depois surpreendida pela chegada dos inspetores da PJ. "Fomos as duas a Lisboa, prestámos declarações, mas eu nem sabia o que dizer. Ela estava assustada e continuava a dizer-me que ele tinha tido um ataque cardíaco. Ficou presa. Nunca pensei que ela pudesse fazer uma coisa destas", diz Maria Amélia. Mariana, sem antecedentes criminais, passou os últimos tempos desempregada.

DIZER A VERDADE É UM ACTO REVOLUCIONÁRIO.


Ontem foi o dia de George Orwell (Eric Arthur Blair) 25/06/1903 - 21/01/1950







Não precisava de provas.

Temos todo o tipo de estudos mas este vale mesmo a pena porque agora temos provas científicas AQUI que o racismo torna as pessoas estúpidas.
Alias, é uma nítida constatação de pessoas com medo do desconhecido, falta de saber e de conhecimento.
















segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Há que ter motivação... :D


No meio da confusão climática, consegui me consolar com as amigas do meu filho:
-És a mãe do Ilan?
-Sim... :)
-Ah! É que pareces irmã...



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Acabei de me apaixonar pelo Lance.

Acabei de me apaixonar pelo Lance. Sim este, o Amstrong. O que foi para a lua mas não fisicamente, só pela mente. É que neste momento, agora, já já já, é a pessoa que admiro mais no mundo. Sim. Ele assumiu, admitiu, limpou a consciência toda, já não tem peso insuportável da mentira. E pergunto: Onde é que ele foi buscar esta coragem toda? Hã? Frente a terra inteira? Lance, digo-te, I love you. Ver que há um homem de coragem na terra, foda-se! Até me benzo! A maioria das pessoas que conheço são cobardes, esconde-se a trás do conforto. E tu mostras a cara, da vergonha, do arrependimento. Tu já sabias que ias ser massacrado pela opinião pública internacional, linchado por qualquer jornalista que quer vender papel, qualquer ser humano que tem uma desculpa para se desculpar a ele próprio. Ainda agora li em manchete: "O mentiroso admitiu a mentira"! Ahahahaha! Mas quem diga que nunca mente é mentiroso! Que admiração eu tenho por ti. Até agora, nunca liguei ao ciclismo, nem gosto tão pouco, mas agora é que mereces todas as medalhas do mundo, o prémio Nobel da sinceridade.
  E X E M P L A R. 
Que exemplo de ultrapassar o MEDO que paralisa tanta gente. Cometeste erros? Sim! Não conheço ninguém que não comete. E reconheceste-os? Que lindo! És lindo Lance! Caga nos prémios! Foi agora que ganhaste tudo, TUDO em  paz e serenidade: a tua felicidade! És um vencedor! Já venceste TUDO!



Sempre gostei do complicado que descomplico, não por opção mas porque não aprendi a crescer no simples. E sempre me safei foi com as coisas mais simples: assumir. Stop segredos de família, tabus, sussurros, mentiras e ilusões. Gerir as emoções pessoais que decorrem da verdade verdadinha. Mas é difícil? Sim, é! Então vejo. E observo as pessoas que amo, que gosto, que aprecio, evoluírem no tempo mas sem andarem para frente. Não digo quando sei que as pessoas estão a mentir e que podem chegar lá. Digo quando são humanos ainda não adultos. Digo aos adultos de maneira a eles perceberem que não vão lá, ou não digo nada. Não viro as costas. Aprecio. Sofro. Custa-me E tento demonstrar que era tudo mais simples na gestão dos sentimentos se as acções e atitudes fossem feitas com sinceridade. Deixo as pessoas crescer por elas, aperceberem com sinais imperceptíveis ao olho. E nem percebem que contribuí a minha maneira para elas se safar do mau estar no qual mergulham. Mas não me importo, não preciso de reconhecimento. Nem de me gabar de nada. Nem depois constato e concluo que tinha razão. Nada. Vejo. Ouço. E continuem a esconder a trás da mentira. É tão fácil esconder a trás de uma cara bonita. Vender abstracto. Vento. Estão a fugir da serenidade, da paz e da vida. E eu, posso parecer mas não sou. Não sou melhor que os outros e reconheço-o. Tenho pena de ver tantas pessoas parecerem. E não serem.  

Belmokhtar.

Sou contra a pena de morte. Mas como há por vezes excepção, como não é tudo linear e sem ser questão de pagar ou  matar um por um, neste caso dele, Belmokhtar, pode morrer. E qualquer terrorista que mata a tonelada. . Não me importo. Salva a dos outros. Ele não tem emenda. Não terá. Nunca. Como qualquer integrista que já provou o pior dos seres humanos. O veneno do poder de vida ou de morte sobre as pessoas em nome de Deus. Explica-se, sim. Encheram-lhe a cabeça durante a sua construção de homem disto e daquilo. Ele não pensa. Não se questiona. É assim. Uma vida que tira a dos outros, que não tem retorno, remorso, pena nem sentimentos, que mata um homem como corta o pescoço a uma galinha (Quem consegue matar uma galinha, um porco para comer, ou seja o que for de vivo, consegue matar um homem. Toda a raiva e brutalidade para conseguir a morte saí de cima. É muito constrangedor). Aliás no caso dele, seria lhe fazer um favor. Na cabeça dele, ele vai ao paraíso. Um magnifico jardim lindo com muitas virgens. Então vá! Não te atrases, o teu DEUS pode te achar demoroso.

E já me arrependo de ter dito isso. Ninguém pode ser morto por outra pessoa. Ninguém. Toda gente pode se redimir. Nunca é tarde. Mesmo sendo difícil. Não perdoar. Mas entender. Explicar. Ajudar....

De "bel" não tem nada. De "mok" também não. Mas de "tar" arado tem tudo. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Correntes.

Esta. Esta tem umas marcas na cara que me é familiar.
Esta. Esta tem a maneira de rir tal e qual.
Esta. Esta é reservada e discreta, secreta. Dá vontade de explorar.
Esta. Esta tem a mesma cor de cabelo.
Esta. Esta entende-me.
Esta. Esta é linda. É o que toda gente diz.
Esta. Esta é uma lutadora. É um exemplo de pessoa.
Esta. Esta tem um ar maternal cativante. Deve ser uma boa mãe.
Esta. Esta dança como uma bailarina nos meus braços. Os nossos corpos encaixam-se perfeitamente.
Esta. Esta é doida.
Esta. Esta é tão inteligente. Gosto de conversar, debater com ela.
Esta. Esta é tão teimosa que tenho que a convencer do contrário.
Esta. Esta é tão bela. Toda a gente a quer.
Esta. Esta é tão sedutora e imprevisível.
Esta. Esta está sempre bem disposta. 
Esta. Esta é tão estúpida que faz tudo por mim, coitada.
Esta. Esta tem um movimento de anca que me lembro de festa. 
Esta. Esta é tão doce que a lambia toda.
Esta. Esta é um mistério, o que ela esconde a trás do que ela não diz.
Esta. Esta é uma princesa, indomável.
Esta. Esta tem um jogo de pernas que fico doido.
Esta. Esta é uma mulher.
São todas. Qual delas. Quero as todas. Tenho que as ter. Possuí-las. Dar-lhe prazer. Ser um homem. Ser O homem. Sou eu. O homem que elas querem. Sou único. Sou o mais amado. Tenho que ser o mais amado. Tenho que lhes controlar a mente, o coração, a razão, o corpo. Elas me amam. Todas. Por elas ter todas um pormenor, uma lembrança, uma visão familiar inconsciente. Sou o mais amado. Sou o melhor. Enlouqueço. Não pode ser. Tenho que escolher uma. É impossível. Cada uma tem uma razão do meu sub-consciente que me é familiar. Não têm todas em nenhuma. São pedaços. E gosto. Desta. Desta. Desta. Desta. E desta. Controlo-te. Tenho que te possuir. Até a alma. Tenho que te marcar. És minha. Já foste. Será. Estás marcada. Até ao infinito e último poro da tua pele. Respiro-te. Respiras-me. Afogo-te. Tu. Tu. Tu. Tu. Tu. E tu. Não consigo mais. São todas minhas. Elas hão de me amar todas. Procuro-a. Não tenho concorrência. Sou eu. Inimitável. Insubstituível. Há de me amar sempre. Há de ser minha. Para sempre. E ela. Esta. Outra. Uma. Menos a que procuro. A que nunca poderei ter. A que é proibido possuir.  A que não me ensinou a voar. A ter asas. A andar sozinho. A vestir-me sozinho. A comer sozinho. A pensar sozinho. A ganhar sozinho. A lutar sozinho. A viver sozinho. Prendeu-me a ela para sempre. Com este amor incondicional, eternal, egoísta. Que sou o maior amor da vida dela. Que ninguém me amará tanto como ela. Para eu lhe devolver este amor. Ela que me fez crer que era único. Melhor que os outros. Que nunca me traiu. Que sempre esteve. Com comida. Com cuidados básicos. Com apoio desnecessário. Com justificação de tudo. Com perdão cego. Com arranjo e reparos dos meus erros despercebidos e desvalorizados. Com admiração infinita da obra de arte dela. Mas que não consegui projectar por completo nem encontrar em nenhuma mulher. Com medo. Tenho medo. Tenho tanto medo. De não ser tão amado. De não ser tão entendido. De não ser tão desculpado. De não ser tão mimado. De não ser o melhor. Tenho medo de não ser. Nunca nenhuma mulher lhe chegará aos calcanhares. Não consigo escolher uma. É ela. A única. A perfeita para mim. Ela moldou-me a ela. E não consigo moldar-me a outra. A uma. Um bocado a todas. Tenho medo. Mas eu não sei nada disso. Nem ela. E para agora será esta. E esta. E esta. E esta. Tudo é eterno enquanto dura. Dura pouco. Vem volta. É esta. Não sei escolher. Só tive uma mãe. Não a escolhi.  Durante muitos anos. E nunca a tive realmente. Quem a teve foi o meu pai. Este parvo. Nem sequer é a altura dela. Nunca foi. Sou melhor do que ele. Eu sei. Vi. Percebi. Ele manda. Menos na felicidade dela. A felicidade dela sou eu. E eu sou o quem a faz feliz. E a ela. E a ela. E a ela. E a ela. Mas no fundo de mim, não há ninguém, nem eu. Nem a mim me faço feliz. Procuro. Iludo. Minto. Quero. Tenho. Corro. Fujo. E ela ainda ainda cá está. Por enquanto. A minha mãe.




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Escolha em conjunto...



Notícia do Público de hoje: 

Marc e Eddy ficaram felizes quando souberam o dia da sua morte

Gémeos surdos, de 45 anos, souberam que iam ficar cegos em breve. A impossibilidade de voltarem a ver-se tornou-se insuportável e pediram para morrer. Um hospital belga aceitou o seu pedido de eutanásia. Morreram por injecção letal em Dezembro.
Marc e Eddy Verbessem morreram por injecção letal num hospital belga GAZET VAN ANTWERPEN
Eddy Verbessem, gémeos, surdos, de 45 anos, morreram no passado dia 14 de Dezembro na Bélgica. Morreram por que pediram para morrer. Além da sua surdez, descobriram que estavam a perder a visão e que iriam ficar cegos. Saber que em breve deixariam de poder ver-se e assim perder a única forma de comunicação, um código de linguagem gestual criado pelos dois, foi “insuportável”, segundo a família. Na segunda vez que recorreram aos médicos para que lhes fosse concedida a eutanásia, o pedido foi aceite. Mas num país onde a morte assistida é legal, este foi um caso considerado excepcional, já que nenhum dos homens sofria de uma doença terminal ou dor física permanente. É o primeiro caso de eutanásia de gémeos que se conhece no mundo

Eram inseparáveis, partilhavam um apartamento em Putte, norte da Bélgica, que mantinham impecavelmente limpo, cozinhavam e conseguiam comunicar através de uma linguagem gestual que criaram. Trabalhavam como sapateiros. “Viviam juntos. Faziam a comida e limpezas. Podíamos comer no chão. A cegueira ia torná-los totalmente dependentes e eles não queriam ir para uma instituição. O enorme medo de que nunca mais se poderiam ver, ou ouvir, nem à família, era insuportável para os meus irmãos”. O testemunho citado pelo Daily Telegraph é do irmão mais velho dos gémeos, Dirk Verbessem, que ao contrário dos pais, apoiou aquele que passou a ser o único objectivo na vida de Marc e Eddy nos últimos meses. Porquê? “Muito perguntarão por que os meus irmãos optaram pela eutanásia, quando há tantos cegos e surdos que têm uma vida normal. Mas os meus irmãos enfrentaram doença atrás de doença. Estavam exaustos”. Os gémeos estavam a perder a visão devido a um glaucoma (uma doença do nervo óptico que leva à cegueira). Eddy tinha ainda uma deformação da coluna vertebral e recentemente tinha sido submetido a uma cirurgia ao coração.
Terão sido estes os argumentos que levaram os médicos a aplicar uma injecção letal aos dois irmão no dia 14 de Dezembro, no Hospital da Universidade de Bruxelas, em Jette. Antes, o hospital da sua área de residência recusou-se a fazê-lo, justificando a decisão com a lei do país para a morte assistida. Segundo o Daily Telegraph, o hospital alegou que “existe de facto uma lei [que permite a eutanásia] e que é aberta a muitas interpretações”. “Se a qualquer cego ou surdo for permitida a eutanásia, não estamos no bom caminho”, defenderam, por outro lado. Para os médicos a quem foi feito o primeiro pedido de eutanásia, o caso dos gémeos não podia ser entendido como um caso de “sofrimento insuportável”, uma das condições que a lei belga exige para que a eutanásia seja concedida.
Ao jornal britânico, Chris Gastmans, professor de ética médica na Universidade Católica de Leuven, sustentou que aceitar a eutanásia num caso como este coloca várias questões, nomeadamente se será a “única resposta que se pode dar em situações como esta”. “Neste caso, como eticista sinto-me desconfortável. Hoje, parece que a eutanásia é o único caminho correcto para terminar com uma vida. Não penso assim. Numa sociedade tão saudável como a nossa, devemos encontrar outra forma de responder à fragilidade humana”.
Wim Distelmans, o medico que aceitou o pedido dos gémeos e que autorizou o processo, disse apenas sobre o caso ter a certeza que “os gémeos reuniam todas as condições para recorrer à eutanásia”.
Como apoio ou sem apoio da família, Marc e Eddy estavam felizes quando lhes foi dita a data em que iriam morrer. “Estavam muito felizes. Ficaram aliviados com o fim do seu sofrimento”, contou David Duford, um dos médicos da equipa do Hospital da Universidade de Bruxelas, à estação de televisão RTL. A despedida da família foi feita de uma “forma serena e bonita”, revela ainda o médico. No seu adeus, os gémeos olharam um para o outro e fizeram um último gesto de despedida. Morreram pouco depois por injecção letal. Os seus corpos foram depois cremados e as suas cinzas colocadas em urnas idênticas, lado-a-lado.
Além da Bélgica, apenas a Holanda permite legalmente que uma pessoa possa morrer por sua vontade expressa em casos de doença terminal ou sofrimento físico intolerável e que sejam confirmados pelos médicos. A Suíça tolera o suicídio assistido, tendo que ficar garantido que o doente que o pede e a equipa que o ajuda não têm interesse na morte.
Após a morte dos gémeos, os socialistas belgas apresentaram uma emenda à lei da eutanásia. Se for aprovada, a morte assistida poderá ser pedida por menores, “que tenham capacidade de discernimento” para tomar essa decisão, e aplicada a doentes de Alzheimer.

domingo, 13 de janeiro de 2013

"Por causa da muralha, nem sempre se consegue ver a lua"

O tempo que corre, corre, corre, corre e que não pára.
As pessoas que passam, passam, passam, passam por nós e que não vemos.
A rotina que angustia, angustia, angustia, angustia e que não dá descanso.
Os encontros e desencontros permanentes que falhamos, falhamos, falhamos, falhamos e que não apanhamos.

STOP! Vamos lavar a alma superficialmente para ganhar boa consciência.

Os erros passados que pesam, pesam, pesam, pesam e que não corrigimos.
Os leaders fictícios, falsos e brilhantes que seguimos, seguimos, seguimos e que não distanciamos.
A festança louca para esquecer onde bebemos, bebemos, bebemos, bebemos e que não alivia o stress o dia seguinte.
O efeito de massa da bola, soltamos, soltamos, soltamos, soltamos e que não prolonga o prazer.

STOP! Vamos lavar a alma superficialmente para ganhar boa consciência.

As revoltas pessoais que são sussurradas, sussurradas, sussurradas, sussurradas e que não dissemos.
Os sonhos que visualizamos, visualizamos, visualizamos, visualizamos e que não realizamos.
Os sopros que demos, demos, demos, demos e que não respiramos em conjunto.
As tradições e obrigações que praticamos, praticamos, praticamos, praticamos e que não percebemos.

STOP! As estações do ano deslizam. As folhas voam, a chuva caí, os sinos tocam, a pedra da história permanece, o peso da história passada arquiva-se e tudo recomeça.
O ritmo intensa da peça continua, as luzes, a música e o visual cegam de beleza.

"POR CAUSA DA MURALHA NEM SEMPRE SE CONSEGUE VER A LUA",  espectáculo do Teatro Meridional, ao convite de Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012, o espectáculo tem Guimarães como centro do mundo onde qualquer um se encontra algures na origem.

Adorei e recomendo este Maravilhoso espectáculo onde a corrida da vida que passa por nós está a vista, vibração, muito movimento de corpo, dança e coordenação do ritmo contagiante dos actores sempre com música original, em cena no Teatro Meridional.



Reservas 218689245 / 918046631 ou e-mail geral@teatromeridional.net

"POR CAUSA DA MURALHA, NEM SEMPRE SE CONSEGUE VER A LUA" - De 09 de janeiro a 3 de fevereiro no TM! 

Sobre o espectáculo 

Guimarães como centro do mundo, inimitável, insubstituível, palco de uma humana energia que retorna ciclicamente, plena de silenciosas cumplicidades por entre as pedras da calçada, interioridade e aparência, espaços nus clamando presenças vivas, e os sinos, eternos, solidamente implacáveis, companheiros de todas as horas, como um rio subterrâneo a lembrar a memória de que ontem será sempre amanhã também.

Criação Teatro Meridional
Encenação e Desenho de Luz Miguel Seabra
Interpretação Carla Galvão Romeu Costa Rui M. Silva Rui Rebelo Susana Madeira Vitor Alves da Silva
Espaço Cénico e Figurinos Marta Carreiras
Música Original, Espaço Sonoro e Seleção Musical Rui Rebelo
Coprodução Teatro Meridional – Associação Meridional de Cultura e Guimarães – Capital Europeia da Cultura 2012



Sérieusement dit par un bel écrivain.

Les chances perdues font autant partie de la vie que les chances saisies, et une histoire ne peut s’attarder sur ce qui aurait pu avoir lieu. 

 Paul Auster.

LX, 04-11-2012. @kabg









Terapia do Tango.

A aprendizagem do Tango, onde a ligação com o outro é essencial, é utilizada nos hospitais argentinos como terapia para permitir aos doentes mentais ou aos reformados de voltar a ligar-se ao mundo, a vida.

A coordenadora do Ateliê de Tango do Hospital Psiquiátrico Borda de Buenos Aires diz que o facto de abraçar o outro torne o tango especial criando uma espécie de relação amorosa. A sua magia ajuda a curar os doentes, obviamente que não cura tudo mas durante uma hora os doentes não têm alucinações e estão concentrados, ocupados a perfeccionar os passos de dança.
Também adaptados à terceira idade, ajuda a combater a depressão dos recentes reformados que de repente se encontram sem actividade.
A dois é melhor, sendo preciso ser dois para dançar o tango, e que em qualquer conflito as responsabilidades são partilhadas, daí a chave do efeito terapêutico do tango. Obrigando o doente a estabelecer uma relação com o outro, enquanto o outro não existia no seu mundo, diminui a psicose individual.
Não há tango sem o outro, e não há dança sem coordenação. O outro é necessário para dançar, bem como as regras, os passos, a figura. E a partir daí a magia faz efeito: com naturalidade os doentes vão ao encontro do outro para poder dançar abrem-se ao mundo que os rodeia.
Para os idosos o mais importante é o contacto no reencontro com o abraço do outro e a volta à vida

O Tango, declarado património da humanidade pela Unesco em 2009, nasceu no fim do XIX século em Buenos Aires e Montevideo.




Bad option.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ícone.

Ícone, sim do império que ela criou.
Prova que o bom gosto e o senso comum é longe do bom senso porque o percurso pessoal como ser humano é bastante curioso e estranhamente esquecido e/ou perdoado pela opinião pública.
Mademoiselle Coco Chanel, rainha do mau feito e do genie de criação na sua área, inesquecível, firme e poderosa.





quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Positivo personae - brazilian scene.


Bom humor e boa disposição social tendem a ser a tónica da vida em sociedade. Estimular-se e harmonizar-se para dar uma dinâmica à vida emocional pessoal. Procurar cores mais leves passam a tonificar o seu emocional, e este não é apenas um momento socialmente interessante como, sobretudo, tende a ser uma fase de reações emocionais positivas.
É curioso observar como muitas vezes passamos dias, às vezes até meses e anos mergulhados numa chateação ou ressentimento. Remoemos aquilo, até que de repente - bum! - a coisa passa. Em geral, são nos ciclos positivos que a pessoa simplesmente "limpa o pó" e se livra de emoções chatas que não lhe servem mais. 
Daí a importância de conhecer gente nova, permitir-se trocar emoções com os outros, fazer coisas que lhe dão prazer. É bom, o intercâmbio de sentimentos, para a expressão das emoções, sobretudo com as pessoas mais íntimas, da família, os amigos mais chegados, ou os amores.

Paris1212@kabg



Except birds

paris1212@kabg

Silent film


Or take it all...


Just DO IT.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Índices sociológicos reveladores de envelhecimento da população.


- Quando os novos cabelos brancos temem a não ficar escondidos.
- Quando os nossos filhos cantam em inglês as últimas músicas em voga, das quais não fazemos a mínima ideia de quem canta. 
- Quando decoramos um único número de telemóvel (o nosso).
- Quando a nossa filha não se exprima de outra maneira além de "hoeã" (com cara de berk ka nojo!), cada vez que se refere a nós. 
- Quando temos um valente susto e desespero frente ao espelho de manhã e que temos que atacar um  obrigatório facelift. 
- Quando estamos numa discoteca e perguntamó-nos o que estamos lá a fazer.
- Quando a nossa filha usa a nossa roupa, anéis, relógios, pulseiras...
- Quando já não temos vergonha de dizer alto o que pensamos, com muito calma e diplomacia.
- Quando o nosso filho acha-se parecido com George Clooney.
- Quando já não se tem prazer a comer no Mac Donald, ou eventualmente, se come uma "sopa". No 
Macdo.
- Quando aceitamos de uma vez por todas, sem refilar, que o rolo de papel higiénico apresentará-se sem nenhuma folha, folhinha que de repente gostamos tanto, desvestido, nu, só o cartão do rolo assim, acabado, sempre connosco, quando mais precisamos e quando estamos sozinhos em casa. 
- Quando temos a rádio ligada nas notícias em vez da música.
- Quando descobrimos que o nosso filhinho teve negativa não por ele, mas sim pelo director de turma. A frente dos outros país. E quando confrontamos a criatura, ela responde: " Esqueci-me COMPLETAMENTE de te dizer..."
- Quando lemos declarações de amor dos nossos filhos que poderiam ter sido escritas por nós.
- Quando na FNAC dirigimo-nos, primeiro na secção dos livros em vez dos Cd's.
- Quando já temos saudades de ter uma criança ao colo.
- Quando os nossos filhos respondem: "Tens calma mãe! Não concordo contigo ou não é bem assim..." 
- Quando preocupamos com a terceira idade com carinho e sabemos as doenças todas, alzheimer, parkinson, osteoporose, insuficiência cardíaca etc...
- Quando podemos mandar lavar a loiça, levantar a mesa, arrumar roupa e varrer o chão como uma poderosa bruxa má! AHAHAHAHAHAHAHA!
- Quando não nos lembramos o que decidimos há meia hora a trás para o jantar.
- Quando os nossos filhos já não nos deixam entrar na casa de banho.
- Quando saímos de casa com 1784328 coisas na cabeça para o dia.
- Quando se fala do pessoal da TV, ditos os VIP's, não fazemos a mínima ideia de quem se está a falar.
- Quando temos uma luta interna entre o diabo e o anjo interno para ir correr. E que o diabo ganha.
- Quando falamos com jovens rapazes que as nossas filhas poderiam eventualmente gostar e que elas dizem: "Oh mãe! Nunca mais te digo nada!" E que nos respondemos: "Ainda ontem, disseste-me para socializar!" e elas acrescentam: " Sim! Mas para já com pessoas da tua idade e era a brincar! Depois, tu estavas no carro por estar frio enquanto todos os outros pais estavam na rua!" E nós, baixinho, hihihihi....
- Quando pensamos que temos uma visão das coisas muito mais nítida e certa que os outros. 
- Quando olhamos para trás com retrospectiva e podemos pensar em décadas, há 10, 20, 30 anos....
- Quando demos prioridade ao conforto e ao calor.
- Quando os nossos filhos não saem de casa sem se ter verificado a aparência 82498754634 vezes no espelho e perguntam se estão bem (bonitos).
- Quando as nossas filhas estudam sozinhas e são responsáveis sem ter que as mandar. Oí?
- Quando falamos com uma conhecida e percebemos que é a mãe da namorada do nosso filho e que  damos por nós em rezar (mesmo sem acreditar em nada) por favor que o filhinho se porte bem com a menina... 
- Quando a dignidade pessoal está a cima de tudo, baseada nos mais nobres e básicos valores humanos ganhados pela experiência pessoal.
- Quando o nível do perfume a 80 € estimado e oferecido desce. Obrigada Filhinha linda, a mãezinha a poupar e a comprar-lhe um F A N T Á ST I C O perfume (a 10 €) mas ela, querida, prefere o da mãe...
- Quando temos paciência e fazemos esforço tremendo para aturar a santa família.
- Quando trocamos sms's com os nossos filhos e a nossa mãe, ainda que não atina bem com isso.
- Quando temos pedido de amizade do FB das nossas vizinhas de 80 anos.
- Quando a comida saudável ganha à gulosice. 
- Quando aceitamos a realidade: o nosso filho já não será o primeiro da turma. 
- Quando já não caímos na do príncipe encantado, nem no super jogo para ganhar 100000000000 € na tv, nem na super máquina ou medicamentos para emagrecer.
- Quando home sweet home ou melhor, sofa sweet sofa é um objectivo do dia.
- Quando conseguimos apreciar as coisas simples que a natureza nos oferece.
- Quando não se tem medo, ou pelo menos, não nos sujeitarmos ao medo, ou por ter ultrapassado ou por não ser tarado.
- Quando temos o nosso próprio e pessoal style sem temer a opinião dos outros.
- Quando ouvimos a filha linda dizer "Um dia tenho que roubar o carro à mãe!"
- Quando não alimentamos o sofrimento.
- Quando sabemos aproveitar os que nos fazem bem.
- Quando não fingimos o que somos e que assumimos o que queremos.
- Quando conseguimos passar um dia inteiro sozinho connosco.
- Quando amamos a vida.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Publicidade de festa.


Não se queixe do que recebe, tem muito a ver com o que oferece.

As pessoas más não são as pessoas que sofreram mais, mas sim que têm pouca inteligência. Falo das pessoas que não gostam dos outros e que não gostam delas próprias, que são mesmo más, não daquelas que têm uns momentos humanos de perca de controlo. Falta de inteligência, de bom senso básico, no sentido que não percebem que é no amor e na paz que encontram o bem-estar e a serenidade, é portanto no que transmitam que se reflecte o que é devolvido. Ou seja da subjectiva interpretação das acções e acontecimentos.  Quem sofreu muito, apesar de a dor ser relativa, e que não sombreou nas dependências paralelas para esquecer ou não ter capacidade para carregar o peso das más lembranças, que não reproduziu o esquema da herança familiar no seu pior, só encontra mínima de estabilidade emocional e psicológica no amor de si e do próximo, na generosidade de um olhar com sorriso, de uma mão estendida que reconforta firmemente, de um ouvido atento que responde, de uma dança contagiante, de risos, de cantos, de energias positivas e optimistas, e isso, é prenda, e devolvido da melhor forma.

Diário de simples viagem.


Só vou contar o primeiro dia. Só de contar e de ler é cansativo, exaustivo e desesperante.

É claro que começou logo no comboio. Não, começou antes. Mas há sempre um antes, portanto vou fixar à saída de casa. Começa na rua com a chuva e o vento e a grande mala silenciosa das rodas na calçada portuguesa, brbrbrbrbrbrbrbrbrbrbbrbrbrbr tremido do chão nas rodas que parece que estamos a levar descarga eléctrica a cada passo. Portanto, discretamente e pouco molhada com o chapéu virado ao contrário a caminhar para a estação. Claro que tinha esticado o cabelo, que com chuva volta ao natural encaracolado mas nada fixe, tipo má onda mesmo. Acabo por deitar fora o chapéu partido. Claro que o comboio tem 12 mns de atraso, e o mais engraçado é que a voz da senhora gravada que anuncia o atraso pede compreensão aos senhores passageiros mas não pede desculpa. Montes de gente a descer, montes para subir. Quando enfim consegui subir com a minha malita de 1m10 sobre rodas, fiquei enlatada na entrada do corredor. Já não há espaço para as malas deste lado, é o que estamos a constatar, quando de repente empurra-me um senhor para descer, tenta sem jeito mas stress forçar a porta do comboio acabadinha de fechar, consegue saltar, quando o que me parece ser uma rapariga sobe por cima da minha mala, ainda tive tempo de me colocar de lado, ela, aos gritos, "tenho que descer tenho que descer!". Salta sem pensar, não percebi com que coragem, do comboio em andamento e chegou no asfalto sobre os dois pés ao colo do seu antecessor, também não percebi como. OK!... Respiro.  Não pensei que era possível menos nos filmes. Só me lembro da angústia que tinha quando a minha mãe ia a correr e a subir no comboio em andamento, eu e a minha irmã a chorar, quando ela ia sempre comprar coisas antes do comboio sair da estação  e que nos deixava as duas, dizendo venho já. Pronto, já passou, acabo por me rir com os outros passageiros do sucedido  e procuro o meu lugar entre as pessoas em pés, a minha mala gigante e o corredor apertado. Encontro enfim o meu banco que está obviamente (kabg's story) ocupado. Peço desculpa à senhora explicando que este lugar é meu e ela, desolada, diz-me que o lugar dela também está ocupado por uma rapariga que esta a dormir e que ela não teve coragem de a acordar mas que não havia problema que ela podia ir por outro lugar como aquele que ela esta a apontar. Estando no lugar da janela digo para ela se deixar estar que ia eu para o outro e que se aparecer alguém trocaremos todos. Chego então ao banco livre yeaaah! Ups! Ah não...  no local das pernas (ente o "meu" assento e o banco da frente) consta  uma mala lindíssima as riscas e as cores, rígida. A dona, jovem morena bonita, a dormir de boca aberta. Ok... Vou arrumar a minha no espaço próprio  tiro uma meto a minha e volto a colocar a que tirei por cima da minha. Tento sentar-me com as pernas no corredor, operação interessante quando se mede 1m70. A mocinha acorda e tenta puxar a mala mas sem sucesso, proponho colocar a mala por cima, ela disse que é pequena que não chega lá e ofereço ajuda já que sou alta. Pego na mala com muita energia e por sorte não caio de costas com o chumbo que estava lá dentro. Já está. Estou sentada. Luto para não stressar, começo a atrofiar com calor e muita gente. Demasiado gente. Parece o metro em hora de ponte em Paris numa estação popular só que não posso sair na próxima paragem. Olho para o lado, 2 rapazes em alta conversa. Um deles tem cabelo preto atado em rabo de cavalo, rimel e traço preto nos olhos e unhas pintadas de preto. E penso se o meu filho que me faz Georges Clooney com "what else?" chegasse um dia à casa assim? O que é que ele me queria dizer? Qual seria a sua mensagem, a onda, a panca? E minha cara? Que alguém se lembra de filmar a minha expressão facial em directo live do primeiro impacto! AAAIE! Pedido de desculpa enquanto tento não sufocar de um senhor mal cheiroso, suado e enorme, acabou de me cair em cima. OK.... Rio-me. Está tudo bem. Era para não cair no ridículo dos meus pensamentos. Era um sinal. Levanto-me, vou ao bar.

Claro que estava muita gente não me lembrei que era sexta a noite, claro que apanho engraçadinhos a minha frente na passagem de segurança do embarque no aeroporto e que não consegui manter gargalhadas a ouvir a conversa dde umas: "-Eh! cheira mal foste tu! Ah não que horror! (Isso não me fez rir era só um índice do nível) - Ah é verdade, sabias que podes passar a segurança com a garrafita de água vazia, tens que beber tudo, assim podes guardá-la. Ah e é verdade, soube que nos concertos podes entrar com garrafas sem tampas. -Ah? Prk? Porque com tampas mandam as no palco!"....
Não resisti, não sei se era daquilo que ela estava a dizer, sem tampas não mandam as garrafas? Ou se era da maneira delas de falar, à maneira parvita mas já com idade avançada, de qualquer forma, mais tento resistir a uma gargalhada, mais o disparo é violento. TáU! Gargalhada! Coloco a mão a frente da boca mas os meus olhos riem-se também. E toda gente se ri comigo.
Claro que um senhor da aldeia de fato de treino fiz questão de se armar em HOMEM,  a baixar as calças e a levantar a camisola para provar que não era armado e que era só gordura.
Claro que a rapariga que ficou vermelha e atrapalhada da fila da esquerda não queria descalçar se porque tinha as meias rotas.
Claro que quando chegou a minha vez a máquina avariou.
Claro que para viajar de avião, lembrei-me de ter 2 cintos, só para o style, porque, para passar no controlo de segurança, não tem piada nenhuma
Claro que tive que tirar as botas, que o segurança fez questão de me calçar as meias de plástico de joelhos frente a toda gente e que não gostei nada.
Claro que tinha acetona na mala e que é proibido, vá lá não tinha tesouras como da última vez.
Claro que passeei no aeroporto com a metade do meu cachecol de 2 metros a limpar o chão tipo rabo a trás até um senhor me fazer sinal.
Claro que fui ao Harrod's comer qualquer coisa ao pé de pessoas finas, momento meu de relax de sonho de princesa. Não tive tempo. Chegou alguém a perguntar onde é que eram as portas de embarque.
Claro que fiquei sem bateria quando devia telefonar.
Claro que encontrei o sitio de carregamento da bateria no meio de jovens em ressaca a continuar a festa em altas.
Claro que tive que ir à casa de banho antes de embarcar.
Claro que a casa de banho era no fundo do corredor ao oposto da porta de embarque.
Claro que quando pendurei a minha mala ela entornou-se toda (quem sabe, pode imaginar tudo o que se  pode encontrar na minha mala...) quando estava a "make a pee" o rabo no ar e Alleluiaaaaaaaa não fiz por cima das calças (não é nada agradável).
Claro que me chamaram para o embarque.
Claro que fiz a piadinha "era para saber se conseguiam pronunciar o meu nome..." Mas como não acharam piada nenhuma pedi desculpa porque estava na Casa de Banho.
Claro que a viagem foi brutal com "12" bb's a chorar e as pernas que cabem ainda menos quando abaixam o banco da frente.
Claro que toda gente aplaudiu na aterragem. De uma vez por todas: É o trabalho dele, ele é piloto, não fez  nenhum espectáculo para nós durante a viagem.
Claro que cheguei bem com 200 pessoas impacientes à minha chegada tipo estrela de futebol. :) 
Claro que não que não fizeram a "ola" e não me aclamaram. Não era para mim. Eram os familiares e amigos das passageiros.
Claro que não me lembrei do stress da minha mãe, nem se fala a conduzir e que ela conseguia por o queixo por cima do volante; alias nunca percebi como ela consegue rodeá-lo e claro que tive que pôr a cabeça nas mãos quando ela se passou com o senhor da frente porque bloqueou a saída do parque de estacionamento por se ter esquecido de pagar e que a cancela não levantou mais... E

Welcome to Paris!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Acesso à exposição gratuitamente

Em Lisboa, uma expo sobre a cidade, ela mete-se na fila e a sua frente, um homem e um rapazito. Há aquela ligação especial com as crianças que ela tem, de conversa em convivo, o senhor acabou por lhe oferecer o bilhete com a oferta família 2 adultos e uma criança. Grande mega confusão, porque ela não quis mas perante o número de pessoas a espera tiveram que andar, insistiu para pagar, saiu o dinheiro e meteu-lhe na mão mas ele não aceitou. Acabaram por fazer a visita a três com o menino sempre a segurar lhe a mão. Vitória vitória acabou-se a história. Isto tudo para dizer, mesmo a pagar, não deixe de visitar o:

LISBOA STORY CENTRE – MEMÓRIAS DA CIDADE


O Terreiro do Paço conta agora com uma nova atracção turística, o Lisboa Story Centre – Memórias da Cidade, um centro de interpretação dedicado à história da capital portuguesa, com especial ênfase no terramoto de 1755 e planos do que é hoje a Baixa pombalina.

Promovido pela Associação Turismo de Lisboa e pela Câmara Municipal de Lisboa, o Story Centre é um projecto inédito e uma plataforma de conhecimento, interactividade e tecnologia que, inspirado nos factos e eventos que moldaram Lisboa, convida o visitante a descobrir o património, de forma lúdica e interactiva.

Com especial enfoque nas zonas da Baixa Pombalina e do Terreiro do Paço, este equipamento recria, através de uma “viagem no tempo” com recurso a efeitos especiais e tecnologia, os principais acontecimentos da memória da capital portuguesa. Uma experiência imersiva, representada no teatro, dá ainda a conhecer os acontecimentos que marcaram a catástrofe natural que devastou Lisboa: o Terramoto de 1755. 

Trata-se de um equipamento estruturante na oferta turística e cultural da cidade, que ocupa uma área aproximada de 2.200 metros quadrados, divididos por dois pisos, propiciando uma visita de cerca de 60 minutos, orientada por um audioguia que acompanha todo o percurso. 

No Lisboa Story Centre – Memórias da Cidade é possível conhecer “Lisboa, mitos e realidades”, “Lisboa, cidade global”, “1 de Novembro de 1755, o dia de Todos-os-Santos”, “A Visão de Pombal” e “O Terreiro do Paço”. No Piso 1, a visita é complementada com o núcleo “Lisboa Virtual” que, com recurso a uma maqueta interactiva do centro da cidade de Lisboa, permite visualizar espacialmente os acontecimentos escolhidos previamente num ecrã, acompanhados de imagens, desenhos ou fotos das cenas relatadas. Ainda neste piso, encontra-se o espaço das exposições temporárias. 

Mediante marcação prévia, o Lisboa Story Centre disponibiliza também visitas para grupos escolares.

A saída faz-se por um posto de informação turística onde o visitante pode recolher todos os elementos necessários à preparação e planeamento de uma visita à oferta turístico-cultural de Lisboa.

O Lisboa Story Centre – Memórias da Cidade está aberto todos os dias, das 10h00 às 20h00.

Toma toma toma!

Só para dizer aos familiares e amigos que a franco-argelina que faz rir com o seu inglês esteve a tarde a falar inglês com 2 australianas em Pombal, fiz tradução e conversei bastante, por acaso, estão de ferias no Louriçal e sabem?? Percebemo-nos! Yeaaah!

O fim?

Enquanto se brincou com o 12/12/12, estava quase a chegar o fim do mundo. 10% (sim sim medo) da População acredita, outros se riem ou outros não se importam mas a realidade é que ninguém fica indiferente.
A ideia surgiu do calendário MaYa porque acaba amanhã, 21/12/2012. Melhor rir que... Que o quê? Que a data passa? Hum! Querem ver que toda gente ouviu a vozinha interior a sussurrar "Nunca se sabe...". Se não nos deixa indiferente é porque é uma metáfora da nossa própria finitude. Efectivamente haverá sempre o fim do "nosso" mundo um dia, tudo acaba e tudo é eterno enquanto dura. O medo do desconhecido, segura que hoje estamos bem vivos, penso no fim do mundo, portanto sou vivo. Talvez que renasce outra vontade de viver tomando essa consciência do que realmente acaba. O mundo não pára, cada um com a sua velocidade, cada dia mais cansados, então voltar a ter a dar um pouco de dinâmica à vida: 


Viva a vida enquanto estamos vivos! 




LER AS ACÇÕES.

NADA A DIZER.

LIBERTÉ ÉGALITÉ FRATERNITÉ