quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cores


braille






















































































































Love tunel









Sem mais ou menos.

“ A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Chico Xavier



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Época da dúvida. 1956



"Conhece-se este universo onde não se pára de brincar a um sinistro jogo de cabra cega, onde se anda sempre na direcção errada."

Nathalie Sarraute 





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sem música

Eu não sei, que mais posso ser

um dia rei, outro dia sem comer

por vezes forte, coragem de leão

as vezes fraco assim é o coração

eu não sei, que mais te posso dar

um dia jóias noutro dia o luar

gritos de dor, gritos de prazer

que um homem também chora

quando assim tem de ser


Foram tantas as noites sem dormir

tantos quartos de hotel, amar e partir

promessas perdidas escritas no ar

e logo ali eu sei...


(Que) Tudo o que eu te dou

tu me das a mim

tudo o que eu sonhei

tu serás assim

tudo o que eu te dou

tu me das a mim

e tudo o que eu te dou



Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena

fazes aqueles truques que aprendeste no cinema

mais peço-te eu, já me sinto a viajar

para, recomeça, faz-me acreditar

"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu

enrolados pelo chão no abraço que se viu

é madrugada ou é alucinação

estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão

hum, esse odor, traz tanta saudade

mata-me de amor ou da-me liberdade

deixa-me voar, cantar, adormecer


Pedro Abrunhosa