As horas deste meu blog não estão certas. O tempo. Questão de tempo que os nossos sentidos e percepções são mestres em nos enganar. Albert Einstein disse: "Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão."
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Conversa moderna.
-Hello, tudo bem?
-Hello! Sim tudo. Correu bem a reunião?
-Sim impec, acabou agora, tudo ok por casa?
-Sim, estamos fixes, estamos a acabar de ver um filme.
-Ok! Boa! Estão bem, não se importem se não for já já já para casa? Posso ir beber um copo com o pessoal?
-Mãe? Achava mais normal se fosse eu a perguntar à minha mãe se pudesse ir beber um copo com os meus amigos... Ahahahahaha! Mas estás a vontade!
-... lol...
Sou rica. E não sou Floribela.
Bye Bye, herói.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Destino
Se acreditamos que uma vida existe para um só propósito, também temos de acreditar numa sorte comum. De pai para filha, de irmão para irmã. De mãe para filho. Os laços de sangue podem ser tão inflexíveis como eternos. Mas são laços que escolhemos que iluminam a estrada que percorremos. Amor versus ódio, lealdade contra traição. O verdadeiro destino de uma pessoa só pode ser revelado no fim da sua viagem. E a história que não deveria contar, está longe de acabar...
Henri Frederic Amiel
Destiny has two ways os crashing us... By refusing our wishes... And by fufilling them.
Quando digo que o silêncio fala, eis um exemplo:
De Criação Criativos:
"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.
Vinte e três anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e...
Foi assim."
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Agora é que vai!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
AVE MAria...
Pois é, Sr. Vergílio, não posso falar em nome de todas mulheres, mas sim, poucos são os que atravessem a porta do quarto em glória.
O que une uma mulher a um homem não passa por nada do que aparentemente vale. Passa por onde? Não, não: pode não ser por aí, embora seja fundamentalmente por aí. Porque mesmo aí outros poderiam cumprir melhor, com o acréscimo do resto. Há uma falha (uma falta) essencial na mulher que só um certo homem pode preencher. E não é necessariamente essa. O mais misterioso no domínio das relações é o que se situa nas relações amorosas. Ou seja no que há de mais íntimo, essencial, primeiro do ser humano. Um labregório qualquer, torto, bronco, cabeçudo, pode ser amado pela mulher mais divinal e inteligente e ilustrada e refinada de figura. Haverá, pois, para o homem dois mundos que não comunicam entre si e que se separam na porta do quarto. Poucos são os que a atravessam em glória — idos da rua ou para a rua.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
A nobre Corte para a matéria.
Por vezes é só questão de imaginação e de criatividade. Ora tanta por aqui e lá fora no mundo da moda ultra fashion, já se aproveita esta matéria tão nobre, tão ligeira como legitima , se se aquece o coração , porque não aquece os pés com CORTIÇA...
Os sapatos em cortiça de Antipodium para ASOS
"Souveraineté du vide". Cristian Bobin
"Ma solitude est plus une grâce qu’une malédiction"
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Ora nem mais que um bocado de bom senso.
Em seguimento às manifestações do povo, o primeiro ministro demissionário da Bulgária, Boiko Borisov declarou: "Cada gota de sangue, caros colegas, é uma nódoa para nós. Não posso ver um parlamento cercado por uma vedação." e demitiu-se.
Eu digo Bravo. Clap-clap.
Citation en français s'il vous plaît.
Il faut toujours, en toute circonstance, même si l'on est démenti, avoir le courage d'aimer.
The Violence of Mexican Drug Cartels
Afinal ainda bem que há estudos antropológicos e sérios sobre este assunto que realmente já me tinha feito chegar a esta conclusão.
Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas analisa influência das Princesas da Disney nas meninas


Casamento: uma necessidade?

Marca registrada

Novos horizontes
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Aie mãe!
A Inteligência não é o Fundo do nosso Ser
Ortega y Gasset, in 'O Que é a Filosofia?'
Shiuuuuu....
Não corresponde a nenhuma realidade.
Não há silêncio no cosmos
nem em cada um de nós.
Numa sala sem eco,
entre sete paredes de cimento isolante,
ouve-se ecoar a circulação
do nosso próprio sangue.
António Barahona
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O fim.
O fim justifica os meios.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Partilha:
Não há luz, só túnel
Quem assim fala não é um qualquer opositor (como eu). É o director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Prof. José Reis.
"As hipóteses de ignorância, fanatismo ideológico, convicção cega de que as finanças públicas são tudo, servilismo político ou comportamento aluado parecem frágeis para explicar a sequência fria, sistemática, encadeada, de deliberações sobre a economia portuguesa que a conduziram ao óbvio: à paralisia, à depressão, à miséria, ao abandono.
Mas os dados sobre uma realidade negra somam-se. O desemprego ontem, o produto interno bruto (PIB) hoje, o investimento amanhã. Enfim, a desconstrução da economia, da sociedade, das expectativas. Qual é a surpresa, se tudo se montou para que assim fosse? É preciso lembrar que em 2010, em Portugal, o crescimento foi 1,6%?
Já não é de crise que se trata. É de outra coisa. Crise, dizem os eruditos e lembramo-nos muitos de nós, é uma situação de passagem para outra fase, uma transição em que há mudança, mas não se desconstrói tudo, abrindo-se sempre um caminho. Aqui não há passagem para lado nenhum. É um estado em si mesmo: o empobrecimento pelo empobrecimento, a redução absurda do que somos, do que temos. Já nem a frase "desvalorização interna", que fez época, parece fazer sentido. É muito mais do que isso.
O assunto não é apenas português, bem se sabe. O centro da Europa afunda-se igualmente. A ideia deslumbrada de que só era preciso corrigir os nossos vícios, pois só nós fugíamos à regra, não tinha caminho para fazer. Nem cá, nem lá. O desígnio exportador como salvação era fruto desse moralismo sem base.
Alguém continuará a dizer-nos que isto é para preparar a retoma? Alguém ainda vem com a estafada metáfora da luz ao fundo do túnel? O que é claro é que é preciso destruir o túnel, porque ele não comporta luz, não tem saída. Como é que isso se faz? Com o inverso do que tem sido feito. Investimento público regenerador. Sanear os bancos para que deixem de se alimentar a si mesmos e financiem a economia. Regresso à economia real criadora de riqueza, emprego e bem-estar. Repartição justa do rendimento valorizando a procura interna que relance a economia.
Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
in Público 15-3-13, p.3






















