As horas deste meu blog não estão certas. O tempo. Questão de tempo que os nossos sentidos e percepções são mestres em nos enganar. Albert Einstein disse: "Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão."
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Agora é que vai!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
AVE MAria...
Pois é, Sr. Vergílio, não posso falar em nome de todas mulheres, mas sim, poucos são os que atravessem a porta do quarto em glória.
O que une uma mulher a um homem não passa por nada do que aparentemente vale. Passa por onde? Não, não: pode não ser por aí, embora seja fundamentalmente por aí. Porque mesmo aí outros poderiam cumprir melhor, com o acréscimo do resto. Há uma falha (uma falta) essencial na mulher que só um certo homem pode preencher. E não é necessariamente essa. O mais misterioso no domínio das relações é o que se situa nas relações amorosas. Ou seja no que há de mais íntimo, essencial, primeiro do ser humano. Um labregório qualquer, torto, bronco, cabeçudo, pode ser amado pela mulher mais divinal e inteligente e ilustrada e refinada de figura. Haverá, pois, para o homem dois mundos que não comunicam entre si e que se separam na porta do quarto. Poucos são os que a atravessam em glória — idos da rua ou para a rua.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
A nobre Corte para a matéria.
Por vezes é só questão de imaginação e de criatividade. Ora tanta por aqui e lá fora no mundo da moda ultra fashion, já se aproveita esta matéria tão nobre, tão ligeira como legitima , se se aquece o coração , porque não aquece os pés com CORTIÇA...
Os sapatos em cortiça de Antipodium para ASOS
"Souveraineté du vide". Cristian Bobin
"Ma solitude est plus une grâce qu’une malédiction"
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Ora nem mais que um bocado de bom senso.
Em seguimento às manifestações do povo, o primeiro ministro demissionário da Bulgária, Boiko Borisov declarou: "Cada gota de sangue, caros colegas, é uma nódoa para nós. Não posso ver um parlamento cercado por uma vedação." e demitiu-se.
Eu digo Bravo. Clap-clap.
Citation en français s'il vous plaît.
Il faut toujours, en toute circonstance, même si l'on est démenti, avoir le courage d'aimer.
The Violence of Mexican Drug Cartels
Afinal ainda bem que há estudos antropológicos e sérios sobre este assunto que realmente já me tinha feito chegar a esta conclusão.
Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas analisa influência das Princesas da Disney nas meninas


Casamento: uma necessidade?

Marca registrada

Novos horizontes
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Aie mãe!
A Inteligência não é o Fundo do nosso Ser
Ortega y Gasset, in 'O Que é a Filosofia?'
Shiuuuuu....
Não corresponde a nenhuma realidade.
Não há silêncio no cosmos
nem em cada um de nós.
Numa sala sem eco,
entre sete paredes de cimento isolante,
ouve-se ecoar a circulação
do nosso próprio sangue.
António Barahona
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O fim.
O fim justifica os meios.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Partilha:
Não há luz, só túnel
Quem assim fala não é um qualquer opositor (como eu). É o director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Prof. José Reis.
"As hipóteses de ignorância, fanatismo ideológico, convicção cega de que as finanças públicas são tudo, servilismo político ou comportamento aluado parecem frágeis para explicar a sequência fria, sistemática, encadeada, de deliberações sobre a economia portuguesa que a conduziram ao óbvio: à paralisia, à depressão, à miséria, ao abandono.
Mas os dados sobre uma realidade negra somam-se. O desemprego ontem, o produto interno bruto (PIB) hoje, o investimento amanhã. Enfim, a desconstrução da economia, da sociedade, das expectativas. Qual é a surpresa, se tudo se montou para que assim fosse? É preciso lembrar que em 2010, em Portugal, o crescimento foi 1,6%?
Já não é de crise que se trata. É de outra coisa. Crise, dizem os eruditos e lembramo-nos muitos de nós, é uma situação de passagem para outra fase, uma transição em que há mudança, mas não se desconstrói tudo, abrindo-se sempre um caminho. Aqui não há passagem para lado nenhum. É um estado em si mesmo: o empobrecimento pelo empobrecimento, a redução absurda do que somos, do que temos. Já nem a frase "desvalorização interna", que fez época, parece fazer sentido. É muito mais do que isso.
O assunto não é apenas português, bem se sabe. O centro da Europa afunda-se igualmente. A ideia deslumbrada de que só era preciso corrigir os nossos vícios, pois só nós fugíamos à regra, não tinha caminho para fazer. Nem cá, nem lá. O desígnio exportador como salvação era fruto desse moralismo sem base.
Alguém continuará a dizer-nos que isto é para preparar a retoma? Alguém ainda vem com a estafada metáfora da luz ao fundo do túnel? O que é claro é que é preciso destruir o túnel, porque ele não comporta luz, não tem saída. Como é que isso se faz? Com o inverso do que tem sido feito. Investimento público regenerador. Sanear os bancos para que deixem de se alimentar a si mesmos e financiem a economia. Regresso à economia real criadora de riqueza, emprego e bem-estar. Repartição justa do rendimento valorizando a procura interna que relance a economia.
Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
in Público 15-3-13, p.3
A vida vale tudo.
Cegueira
Tudo muda conforme a cor do vidro através do qual se vê. Nada é verdadeiro. Tudo é imaginado. Vê o reflexo no espelho. É muito mais presente do que a coisa refletida.
Surdeza
Acho que os instrumentos musicais de madeira ressoam musicalemente mesmo quando não são tocados. Têm memória. Cada nota uma vez tocada neles fica lá dentro. Para sempre. É uma questão de percepção.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Gosto.
Uma salsicha de cavalo please!
Não me parece. OK, é grave de comprar algo e de comer outra. OK. OK é grave de ser enganados no que comemos. OK. OK, é grave empresas e negócios enganar os consumidores, apesar dos 928357283756239875029 contrôlos de qualidade, apesar das 1248958976234578 leis agro-alimentares apesar de ser escandolasamente enganados ok. ok. ok. Eu lembro-me perfeitamente quando era pikina, de comer cavalo e adorar, de ver os talhos só desta carne, claro quando cresci e tornei-me cavaleira, deixei completamente, nem sou capaz hoje de comer, mas lembro-me também de comer avestruz aqui em Portugal. É verdade, que é feita desta carne, saudável?
Mas vamos lá ver, apesar de não gostar de ser enganada, obviamente que é grave, ok, ok, ok mas não houve morte, nem doentes,nem consequências além das morais? Pois não? Ninguém ficou cego, paraplégico, infectado ou qualquer coisa do género? Pois não? Não sabemos o que comemos, o que respiramos e o que bebemos de qualquer forma. Ah, é que me parece que há consequências muito mais graves com enganos e tráficos de medicamentos...
Monica...
Novo filme. Da vida real.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Charly, Charly
ela me disse.
"você sabe como amar"
"mas mulheres só querem parasitar.
sei disso porque sou mulher."
hahaha, eu ri.
"por isso não se preocupe por ter terminado com Susan
porque ela apenas irá parasitar outro homem."
falamos um pouco mais
então eu me despedi
desliguei o telefone
fui ao banheiro
e mandei uma boa merda de cerveja
basicamente pensando, "bem,
continuo vivo
e tenho a capacidade de expelir
sobras do meu corpo.
e poemas.
e enquanto isso acontecer
serei capaz de lidar com traição
solidão
unhas encravadas
gonorreia
e o boletim econômico do caderno de finanças."
com isso
me levantei
me limpei
dei a descarga
e então pensei:
"é verdade:
eu sei como amar."
ergui minhas calças e caminhei
para a outra peça.
- Charles Bukowski
Portugal! ... ups ... ah ... naõ ...afinal .. é ... a ... Grécia.
A Very Greek Depression
By KOSTAS TSAPOGAS
Athens
LIKE many Greeks caught in the maelstrom of the economic crisis, my wife and I live a day-to-day existence.
Since the newspaper where I worked for 23 years (my wife for 17) went out of circulation in December of 2011, we have both been unemployed. Neither of us have received a paycheck in 18 months, as our newspaper stopped paying us five months before it closed. With unemployment for journalists at over 30 percent, and the official unemployment rate at 26 percent, our prospects for this year are, shall we say, not terribly favorable.
Our story is typical of many in Greece, though some are much worse off and some have it better. But like an overwhelming number of Greeks who are struggling just to get enough food, to keep their homes warm and to maintain a semblance of normalcy, we are fighting to keep our dignity intact and avoid the depression that is enveloping our country.
We have been lucky in some ways. Our son, like many young people, has left Greece and found work as a software engineer in Scotland, and we are watching as the country loses a generation of highly skilled university graduates. Our parents, though elderly, are healthy and manage to survive on their pension, which has been cut by almost 50 percent in the last two years. They have offered to share what little they have with us — something common in Greece, where traditional family ties often offset ineffective social welfare programs.
In the past 18 months, we have tried to find work in journalism. With a group of former colleagues, we tried to create a start-up digital newspaper. After months of hard — and unpaid — work, our primary investor pulled out just a few days before we were supposed to go online, unwilling to take the risk in such a fragile economy.
We have continuously explored other avenues to find work. My wife has taken up baking to help keep us afloat. We are exploring the possibility of exporting Greek agricultural products.
In an economy where home sales are almost nonexistent, we managed to sell our small country home. Even though we got less than 20 percent of its previous value, we feel lucky because it allows us to survive for a few more months.
We also managed to get a court order that prevents the banks from foreclosing on our mortgage, so our home in Athens is safe until 2015. We are luckier than the people who are forced to live in their cars — their only property after they lost their jobs and the banks took their houses or their landlords refused to extend them any more credit. They park at a different spot every few days and usually rely on the kindness of strangers for bath and toilet facilities, or relieve themselves at public or private gardens, including, occasionally, our own.
We know we are lucky to have a garden. This January, pruning the trees proved to be psychologically beneficial. This time, though, the pruning went a bit deeper, and I found myself hacking at the laurel tree my grandfather planted when I was born, 57 years ago.
Up to now, we were lucky to escape the wood-cutting, wood-burning craze. With the price of heating fuel almost doubling since last year, central heating is mostly turned off. Fireplaces and stoves are pressed into service, even in high-rise condominiums.
Hence the sting in my eyes every evening when many of our neighbors return to their cold homes and Athens is shrouded in a cloud of wood smoke. Government warnings that pollution has exceeded dangerous levels are dismissed with a shrug, or as another ploy to force people to use the heavily taxed heating fuel whose consumption has fallen by as much as 70 percent. Meanwhile, the Forestry Protection Services are fighting a losing battle to prevent deforestation at a scale unseen since the Nazi occupation.
We are certainly luckier than the people flooding the city’s 191 soup kitchens run by the Greek Orthodox Church. Luckier that the nouveau-poor, like the middle-aged man dressed in an Armani suit, a bit threadbare at the elbows and shiny at the seat of the pants, who tries to look inconspicuous waiting in line at the Koumoundourou Square soup kitchen for his daily meal. Luckier than the very respectable woman who walks six kilometers every day to stand in line for two containers of food and then goes back home pretending to cook, not wanting to tell her sick husband that they can’t afford it.
My wife and I sometimes ask ourselves if we are in a state of denial. But we believe that the biggest danger comes from succumbing to depression, and we both struggled to get out of bed during the holidays. But since then we’ve gotten up every day and tried to find some way to get ourselves back on track. We’d be happy to start over, but where to start?
Any new venture requires money, and we have only enough to survive, and credit is impossible to obtain. When we go to bed at night, we realize we have made it through another day. Seven nights, and we’ve made another week. Like the cloud of smoke hovering over the winter sky in Athens, we want desperately to believe the situation is not permanent.
But we can’t be sure. We do know the smoke will dissipate, at the very least, come spring.
Kostas Tsapogas is a former foreign editor of Eleftherotypia.
Published: February 14, 2013, The New York Times.
WORLD PRESS PHOTO 2013
S. Valentim off, the best gift: how to break up:
-Querida, vou regar outra rosa.
à Pintora:
-Bonita, não posso mais contigo. Nem pintada.
à Narciso
-Era melhor tu encontrares alguém que te ama tanto como tu me amas.
à Alzheimer
-Mas afinal quem és?
à Oportunista
-E a tua amiga?
à Amigo
-Olha, acabou mas vamos lá mais uma vez, só naquela, para acabar bem?
Credibilidade.
Respeito. A natureza é que manda.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Partilha.
-Então, segundo Rumi, o amor tem de ser devastador?
-Ouve. O amor não é uma escolha. Simplesmente acontece e arrebata-nos. Já viste alguém apaixonar-se de verdade? É feio, é tóxico, é sético.
-Diz-me uma coisa. Como te dás tão bem com a tua mulher?
-É fácil. Casei com a minha melhor amiga.
-Pensei que fosse eu o teu melhor amigo.
-Sim. És o meu melhor amigo. Ela é a minha senhora.
Muito bom
IkÉA
DA-mais!
Deliciosa curta curta muito curta!
Ups... Sorry, I killed you.
Toca a beber!
Marketing irritante
"Surface. Chegou o tablet de que estava à espera."
Oh yeah! Charly!
Charles Bukowski
Só de vez em quando
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Aiiiiiiiiie! Que não aguento...
Não tem a mínima importância
I need a man?!
-Então?
-Quem poderia ser?
-Está a dar-te?
-Este não pode, este também não, este não... Vá lá quem?
-Não somos obrigados a ter alguém, ou a gostar de alguém, isto é um assunto sério. E mais vale só e bem, que mal e acompanhada.
-Sim, sei mas tu precisas de alguém para te ajudar e estar contigo e eu aqui no meio de tantas mulheres...
-Ahaha! Tu é que estás bem acompanhado!
-Sim mas preciso de um homem que me comprenda.
- Hehe! Tens um pai.
-Sim mas é diferente.
-Então e eu? Não te compreendo?
-Ó mãe, sim, mas há coisas de homens!
-H e h e h e h e...
































