...lhaçada
As horas deste meu blog não estão certas. O tempo. Questão de tempo que os nossos sentidos e percepções são mestres em nos enganar. Albert Einstein disse: "Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão."
sábado, 13 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Há quem não sabe
a dizer outra vez
se não me ensinares eu não aprendo
a dizer outra vez que há uma última vez
mesmo para as últimas vezes
últimas vezes em que se implora
se não me ensinares eu não aprendo
a dizer outra vez que há uma última vez
mesmo para as últimas vezes
últimas vezes em que se implora
últimas vezes em que se ama
em que se sabe e não se sabe em que se finge
uma última vez mesmo para as últimas vezes em que se diz
se não me amares eu não serei amado
se eu não te amar eu não amarei
Samuel Beckett
em que se sabe e não se sabe em que se finge
uma última vez mesmo para as últimas vezes em que se diz
se não me amares eu não serei amado
se eu não te amar eu não amarei
Samuel Beckett
Je suis si sage!
La sagesse c'est savoir reconnaître et admettre qu'un autre ne vous aime pas. Et que la vie continue malgré la cruauté de cette découverte. La sagesse c'est savoir que l'amour est échange : si l'autre ne s'ouvre pas à vous, vous vous fermerez à lui. La souffrance sera double : en vain. L'amour ne naît pas de la souffrance de celui qui aime. Peut-être la pitié : mais la pitié est le contraire de l'amour.
<< Martin Gray >>
<< Martin Gray >>
Lua S
Ela é cansativa. Ela sabe. Ele é grande. Ele sabe. O essencial. Não seja que tenha para esconder o passado mas quem é capaz de entender o que não viveu? Ela. Ele. Questão de velocidades. Adaptam-se. Ele vê. Ela deixa. E é mais poderosa e perceptiva que ele pensa. E é mais frágil e inseguro que ela pensa. Intuitivos, vividos de histórias que ninguém imagina, ninguém sobrevive, atrás da alegria espontânea dela, da calma ponderada e sábia dele, tudo junto. Ele aprecia a sua energia, a sua jovialidade ingénua de criança neste envelope de mulher. Ela gosta da paz e serenidade que lhe confia. Ele gosta do que ela desperta nele. Mas ela também sabe que o olhar dele tem capacidade para entendê-la. Que os ouvidos dele têm capacidade para vê-la. Que a boca dele têm capacidade para a sentir. Que as mãos dele têm capacidade para falar-lhe. Por isso, ela apostou instintivamente. Confiar nele. Aceitou receber e oferecer. Oferecer-se a recebê-lo. Ele cativou-a com toda a delicadeza que ela não conhecia. Quer cuidar dela como uma preciosa e única rosa do deserto. Ela faz-lhe bem como já não se lembrava. Ela é surpreendente e inesperada. Fá-lo viver e sorrir de novo ao ponto de duvidar dele e de estar a altura do que ela lhe proporciona. Deixam correr a alma, o coração e o corpo. Destino? Maturidade emocional a gerir a curiosidade humana no presente a seguir as histórias vividas. São eles o que são hoje pelo que caminharam em estradas diferentes até se ter cruzados. Duas luzes para brilhar em conjunto, para iluminar um ao outro. Confiar. Ela diz que a beleza é um castigo. Ele questiona-a. Ela vê. Ele responde-se. Ela respira. Ele fala com os olhos, ela olha com palavras. Encaixar os lados. Sentir, apreciar, respeitar, perceber, estar e ser. Quem quer que seja, não deixa de ser humano, simples e nu frente ao outro com os seus medos, anseios, caprichos, característica estados de alma, vontades, dúvidas, mágoas e paranoias. Gerir, gerar os sentimentos, as emoções, as pulsões, as acções, o tempo, e espaço, a distância, não deixam de ser controláveis com lucidez e vontade. O consciente consegue controlar tão bem o sub-consciente quando temos esta percepção, esta perspectiva e esta procura de bem-estar. A descoberta não deixa de ser interessante e construtiva quando se guarda e se alimenta o bom, o bonito. Eles agradecem à vida.
Missão
Novidades e necessidades de independência deles, conseguir(em) cortar o cordão e perceber que o objectivo é dar asas, não prendê-los egoistamente. Mostrar o exemplo em toda humildade. Ser humano, simplesmente. Entenderem-se. Encontrarem-se. Proporcionar descobertas para eles pensarem por eles, respeitar-los, como diz Anne Frank: "Os pais só podem dar bons conselhos ou colocá-los no caminho certo, mas a final formação de carácter de uma pessoa está na suas próprias mãos." Legar o essencial imaterial. Sorrir e saber que quando chegar a hora de ir embora, amanhã ou daqui a 30 anos, eles têm o essencial para se construir e caminhar por eles.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
PARÁ TUDO!
Stop! Pára tudo o que se estás a fazer e vê: "I'm Shaking" de Jack White. Metes-te em cima da secretária e começa a dançar como o jovem rapaz com boné do video-clip. Depois, o cantor. Há quem dirá que é um género do Johnny Depp, não esquecer que ele é o "Jack White" dos WHITE STRIPES, mas antes de tudo é a pessoa que pode salvar o teu moral e te reconciliar nas relações homem-mulher, porque a mixidade neste filmezito musical é "euforisadora"! Agora é que vai! Vamos lá dançar? Fresquinho em folha, acabadinho de sair nas bancas. :)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Desculpada!
Quando vejo a secretária do Senhor, tenho a maior e mais bonita desculpa de ter a minha igualzinha. E já não sou adolescente nem tenho que justificar nada a ninguém. GOSTO.
© Foto de Ralph Morse/Time & Life Pictures/Getty Images. O escritório de Albert Einstein no dia de sua morte, Princeton. EUA, 1955.
Em 18 de abril de 1955, morria Albert Einstein, o mais memorável físico de todos os tempos. O fotógrafo Ralph Morse da revista Life estava entre dezenas de jornalistas que desembarcaram em Princeton, na esperança de encontrar alguma coisa que pudesse oferecer uma vis
ão sobre vida de Einstein. "Fui para hospital primeiro, mas era o caos, havia dezenas de jornalistas, fotógrafos e curiosos. Então, eu me dirigi para o escritório de Einstein no Instituto de Estudos Avançados. Ao chegar ao prédio encontrei o superintendente, que abriu o escritório", afirmou Morse, que fotografou com exclusividade a mesa de Einstein, cheia de cadernos, revistas, um cachimbo, uma lata de tabaco, e atrás da mesa um quadro negro coberto com equações e fórmulas, e a cadeira vazia indicando seu desaparecimento.
Fonte: Life
Fonte: Life
terça-feira, 9 de outubro de 2012
É ou não é??
O Perigo da Hesitação Prolongada
Quando digo as coisas, são por ter sido pensadas, ponderadas e sobretudo na perspectiva de fazer e dizer em toda consciência dos meus actos, pensando nas consequências, com objectivo de não magoar mas com toda a sinceridade. Sou correcta, sincera, dispenso as ilusões e mentiras, com os valores e princípios que me inculquei pela minha história e experiência de vida. Sou humana, erro a primeira, assumo e corrijo. Hesito, espero, dou oportunidadeS, entendo, até perceber os limites do bom senso e do tolerável. Não desejo mal, não quero vingança, não guardo rancor, aprendo e tiro sempre conclusões positivas mesmo do pior. Quando tiro as minhas conclusões, por ter bem e perfeitamente percebido os factos, são por razões fundadas, concretas. Não viro as costas nem cuspo à cara. Tento desvalorizar o que não é importante, o que me magoa e que me faz sofrer. É importante estar bem comigo mesma. Estou aqui sempre. Quem me conhece sabe bem do que estou a falar. Quem me procura me encontra. Comunicar, mesmo em silêncio é troca. Espero para ver. Preservo o melhor. Alimento o bem, o bonito, a paz, a serenidade, luto para a verdade e o bem-estar. Vivo e sorrio. Amanhã é outro dia.
Toda a gente há-de ter notado o gosto que têm os gatos de parar e andar a passear entre os dois batentes de uma porta entreaberta. Quem há aí que não tenha dito a algum gato: «Vamos! Entras ou não entras?» Do mesmo modo, há homens que num incidente entreaberto diante deles, têm tendência para ficar indecisos entre duas resoluções, com o risco de serem esmagados, se o destino fecha repentinamente a aventura. Os prudentes em demasia, apesar de gatos ou porque são gatos, correm algumas vezes maior perigo do que os audaciosos.
Victor Hugo, 'Os Miseráveis'
Quando digo as coisas, são por ter sido pensadas, ponderadas e sobretudo na perspectiva de fazer e dizer em toda consciência dos meus actos, pensando nas consequências, com objectivo de não magoar mas com toda a sinceridade. Sou correcta, sincera, dispenso as ilusões e mentiras, com os valores e princípios que me inculquei pela minha história e experiência de vida. Sou humana, erro a primeira, assumo e corrijo. Hesito, espero, dou oportunidadeS, entendo, até perceber os limites do bom senso e do tolerável. Não desejo mal, não quero vingança, não guardo rancor, aprendo e tiro sempre conclusões positivas mesmo do pior. Quando tiro as minhas conclusões, por ter bem e perfeitamente percebido os factos, são por razões fundadas, concretas. Não viro as costas nem cuspo à cara. Tento desvalorizar o que não é importante, o que me magoa e que me faz sofrer. É importante estar bem comigo mesma. Estou aqui sempre. Quem me conhece sabe bem do que estou a falar. Quem me procura me encontra. Comunicar, mesmo em silêncio é troca. Espero para ver. Preservo o melhor. Alimento o bem, o bonito, a paz, a serenidade, luto para a verdade e o bem-estar. Vivo e sorrio. Amanhã é outro dia.
OMG! I'm in love
ADORO ESTA CAPA:
Vogue Hommes International celebrates a man and a women
"A man and a women. They could be star-crossed lovers, or they could be a brother and a sister, a mother and a son or even a designer and his muse". This edition celebrates the fragile, special balance between the sexes, as explained by Vogue hommes International Editor-in-Chief Oliver Lalanne in an exclusive multi-page spread, hitting the stands on September 12.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Porra que cena má! Mas tão simples de fora...
A Tirania do Medo
Há uma naturalidade do ser humano a dramatizar e alimentar o mau estar. Constato todos os dias. Nós, gente, controlamos o que sentimos. Só é preciso ter conscientemente esta noção. A vontade, a força dela e a convicção de sermos nós a ser maestros de nós próprios, pensar por nós, definir objectivos de vida antes de morrer para poder partir sem ter deixado por fazer com paz e serenidade. Desvalorizar o que não é importante, parar de se fazer de vítima, de querer ser desolado e sorrir para a vida. Agradecer por coisas simples, pequenas e destacar os pequenos prazeres, os profundos e intensos, os que nos fazem bem, que nos fazem sentir bem. Pode se sentir falta de muita coisa, mas não deve ser sinonimo de as querer de volta. Respeitar-se. É imprescindível. Amar-se. Ser amado. Sentir-se livre. Socializar-se. Agradar-se. Ter um ideal. Ser feliz. :)
O nosso mundo vive demasiado sob a tirania do medo e insistir em mostrar-lhe os perigos que o ameaçam só pode conduzi-lo à apatia da desesperança. O contrário é que é preciso: criar motivos racionais de esperança, razões positivas de viver. Precisamos mais de sentimentos afirmativos do que de negativos. Se os afirmativos tomarem toda a amplitude que justifique um exame estritamente objectivo da nossa situação, os negativos desagregar-se-ão, perdendo a sua razão de ser. Mas se insistirmos em demasia nos negativos, nunca sairemos do desespero. Bertrand Russell, in 'A Última Oportunidade do Homem'
Há uma naturalidade do ser humano a dramatizar e alimentar o mau estar. Constato todos os dias. Nós, gente, controlamos o que sentimos. Só é preciso ter conscientemente esta noção. A vontade, a força dela e a convicção de sermos nós a ser maestros de nós próprios, pensar por nós, definir objectivos de vida antes de morrer para poder partir sem ter deixado por fazer com paz e serenidade. Desvalorizar o que não é importante, parar de se fazer de vítima, de querer ser desolado e sorrir para a vida. Agradecer por coisas simples, pequenas e destacar os pequenos prazeres, os profundos e intensos, os que nos fazem bem, que nos fazem sentir bem. Pode se sentir falta de muita coisa, mas não deve ser sinonimo de as querer de volta. Respeitar-se. É imprescindível. Amar-se. Ser amado. Sentir-se livre. Socializar-se. Agradar-se. Ter um ideal. Ser feliz. :)
Às pessoas que amo...
"A suposição de que a identidade de uma pessoa transcende, em grandeza e importância, tudo o que ela possa fazer ou produzir é um elemento indispensável da dignidade humana. (...) Só os vulgares consentirão em atribuir a sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência serão «escravos e prisioneiros» das suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que mera vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão ou mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem."
Hannah Arendt, 'A Condição Humana'
É preciso ter a coragem de mudar, alterar o que não funciona na sua vida.
Tomar decisões em consciência e respeitá-las.
Ir contra si-mesmo se for necessário.
Contra a facilidade, os hábitos instalados.
Ouvir a voz da sua consciência.
Pesar o pró e o contra.
Lembrar-se que qualquer escolha implica uma renúncia, e que viver é escolher.
Depois, quando tivermos o assunto bem pensado, andar em passo firme na direcção do que nos fará mais feliz.
Tendências...
A doméstica de menos de 50 anos já passou da história. Agora é a "hub decider woman". Uma mulher que, além do seu emprego, gere família comprida...
A "hub decider woman" já não se divide entre reuniões de pais de escola, actividades diversas, refeições, compras e emprego. Desde que um terço dos casamentos acaba em divórcio, os fim-de-semana passam por uma organização e articulação completas das famílias recompostas. Sustenta também os mais velhos que não se orientam com a crise. Além disto, atura e apoia os pais que cada vez mais precisam de ajuda.
Hub: Plataforma motriz, base de todas as decisões.
E novidade, a prioridade é a felicidade, já não tem problema a favorecer a vida afectiva.
Hub: Plataforma motriz, base de todas as decisões.
E novidade, a prioridade é a felicidade, já não tem problema a favorecer a vida afectiva.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Qualquer coisa do género...
Portanto, a foto foi linda, isso foi mas muito ironicamente ou qualquer coisa do género, se não tiver familiares ou cunha, além dos tachos, jobs for the boys ou qualquer coisa do género, podem manifestar-se a vontade porque agora dá para ter hipótese de ficar famoso e podem eventualmente encontrar um emprego de modelo ou qualquer coisa do género, melhor que as câmaras de video numa casa ou qualquer coisa do género.
sábado, 22 de setembro de 2012
Maturidade emocional
" Consideração não é mimar ou cobrir a pessoa de elogios, é muito superior a isto, pois considerar alguém é procurar entender as suas limitações e dificuldades sem julgamento, é estender a mão na hora oportuna e não desprezar por mera preguiça ou desatenção aos fatos, toda pessoa amadurecida aprende a ter consideração pelos outros, pois conhece a sabedoria da autoestima e somente valoriza o ser no seu potencial e o ter é uma consequência, considerar é ter em mente que as diferenças aumentam os talentos e o egoísmo limita o dia seguinte, aprenda a considerar os horizontes que se apresentam a sua frente, sustente a sua ignorância com conhecimento e assim descobrirá o fato principal, quem desconsidera alguém no dia de hoje, amanhã receberá da vida o vazio e a decadência, receberá pessoas que por nada vão bater a porta em sua face sem dar respostas, no entanto aquele que considera os outros com valor, admiração e compaixão receberá da Vida, a entrada para um novo nível, a posição de mestre acima do bem e do mal, pois estará no nível superior o nível da Alma que almeja evoluir e sabe que o caminho das pedras é encontrar alguém que se satisfaz com a arrogãncia e com a carência de sentimentos brilhantes, assim hoje considere alguém, qualquer um, um animal, uma árvore, uma floresta, o mar, uma pessoa que chegar em sua vida, considere a possibilidade de ser uma alma evoluída considere a Vida na sua plenitude, seja alguém de valor, pois a Vida devolve o seu merecimento na próxima hora.."'
Dra. Miriam Zelikowski
"Um neurótico esperançado é como um apaixonado estupidificado: sabe que aquele amor que sente lhe faz mal, lhe faz mesmo muito mal, mas vai mantendo e alimentando o sentimento porque acredita que os poucos momentos bons, cada vez mais raros, vão compensar toda essa dor."
Pedro Chagas Freitas
O amor é fodido
"Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances — porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. […]
Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei. O romance que escrevi, escrevi-o para quem não quer saber dos amores ou das histórias de ninguém. Não contei nem inventei nada. Não usei nem pessoas nem personagens. Fugi. Quis mostrar que pertencia ao mundo onde o amor, como as histórias e os romances, existem só por si. Como se me dirigisse a alguém. Outra vez.
É sempre arrogante e pretensioso escrever sobre uma coisa que se escreveu. Apenas posso falar do que foi a minha vontade: escrever sobre o amor, sem traí-lo, defini-lo ou magoá-lo; deixando-o como era, antes da primeira palavra que escrevi. Seria inadmissível pôr-me aqui a cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Como seria dizer que não sei. Sei. Sei que não consegui. Só espero não tê-lo conseguido bem."
Miguel Esteves Cardoso
Depois de ter lido esses enxertos hoje, todos abrangidos pelo amor, próprio, do outro ou os dois, só me vem a pensar numa coisa. O amor torna-nos egoístas. À procura do que nos faz falta, do que nos preenche. O que sentimos quando estamos felizes com o outro ou a pensar que é o outro que nos proporciona esta realização de euforia por uns instantes, faz-nos querer o outro para alimentar este estado de bem-estar. Mas não é importante, antes de procurar o outro, antes de envolver outro, estar bem consigo-mesmo? Ter a preocupação de não magoar o outro, de respeitar e de proteger? Tudo tem um fim. A que preço? Não é prova de amor, primeiro conhecer-se a si e ler, entender, ver o outro? Perceber quando o outro não está realizado, proporcionar-lhe ajuda? Deixar de ter medo de perder o que queremos? Libertá-lo? Não faz sentido, quando se ama, de querer ver o outro feliz? Nem que não seja exclusivamente connosco? Sinceridade, honestidade, verdade, respeito, coragem de enfrentar a realidade para limitar o sofrimento. Normal passar por ele, anormal, alimentá-lo. Reduzir à insignificância o que doí, o que magoa. o que tortura, o que stress. Desvalorizar o sofrimento, tornar-se indiferente ao que nos faz mal. Focar nos pormenores, no que nos faz sorrir. Nada acontece por acaso. O imprevisto e o nada têm que ser destacados. Um vento, uma carta, um acidente, uma árvore, uma voz, uns passos, uma imagem, um encontro do nada, uma mancha, uma novidade. Isso é bonito. Alimentar o que não apetece ver, ouvir, imaginar ou mesmo realizar, as situações fora do comum postas na nossas vidas sem perceber porquê. Viver, fazer escolhas. As certas. As que nos fazem bem, sem prejudicar os outros. Sorrir com a vida, enquanto está.
- Bonjour, dit le renard.
- Bonjour, répondit poliment le petit prince, qui se retourna mais ne vit rien.
- Je suis là, dit la voix, sous le pommier.

- Qui es-tu ? dit le petit prince. Tu es bien joli...
- Je suis un renard, dit le renard.
- Viens jouer avec moi, lui proposa le petit prince. Je suis tellement triste...
- Je ne puis pas jouer avec toi, dit le renard. Je ne suis pas apprivoisé.
- Ah! pardon, fit le petit prince.
Mais, après réflexion, il ajouta:
- Qu'est-ce que signifie "apprivoiser" ?
- Tu n'es pas d'ici, dit le renard, que cherches-tu ?
- Je cherche les hommes, dit le petit prince. Qu'est-ce que signifie "apprivoiser" ?
- Les hommes, dit le renard, ils ont des fusils et ils chassent. C'est bien gênant ! Ils élèvent aussi des poules. C'est leur seul intérêt. Tu cherches des poules ?
- Non, dit le petit prince. Je cherche des amis. Qu'est-ce que signifie "apprivoiser" ?
- C'est une chose trop oubliée, dit le renard. Ça signifie "créer des liens..."
- Créer des liens ?
- Bien sûr, dit le renard. Tu n'es encore pour moi qu'un petit garçon tout semblable à cent mille petits garçons. Et je n'ai pas besoin de toi. Et tu n'as pas besoin de moi non plus. Je ne suis pour toi qu'un renard semblable à cent mille renards. Mais, si tu m'apprivoises, nous aurons besoin l'un de l'autre. Tu seras pour moi unique au monde. Je serai pour toi unique au monde...
- Je commence à comprendre, dit le petit prince. Il y a une fleur... je crois qu'elle m'a apprivoisé...
- C'est possible, dit le renard. On voit sur la Terre toutes sortes de choses...

- Oh! ce n'est pas sur la Terre, dit le petit prince.
Le renard parut très intrigué :
- Sur une autre planète ?
- Oui.
- Il y a des chasseurs, sur cette planète-là ?
- Non.
- Ça, c'est intéressant ! Et des poules ?
- Non.
- Rien n'est parfait, soupira le renard.
Mais le renard revint à son idée:
- Ma vie est monotone. Je chasse les poules, les hommes me chassent. Toutes les poules se ressemblent, et tous les hommes se ressemblent. Je m'ennuie donc un peu. Mais, si tu m'apprivoises, ma vie sera comme ensoleillée. Je connaîtrai un bruit de pas qui sera différent de tous les autres. Les autres pas me font rentrer sous terre. Le tien m'appellera hors du terrier, comme une musique. Et puis regarde ! Tu vois, là-bas, les champs de blé ? Je ne mange pas de pain. Le blé pour moi est inutile. Les champs de blé ne me rappellent rien. Et ça, c'est triste ! Mais tu as des cheveux couleur d'or. Alors ce sera merveilleux quand tu m'auras apprivoisé ! Le blé, qui est doré, me fera souvenir de toi. Et j'aimerai le bruit du vent dans le blé...
Le renard se tut et regarda longtemps le petit prince:
- S'il te plaît... apprivoise-moi ! dit-il.
- Je veux bien, répondit le petit prince, mais je n'ai pas beaucoup de temps. J'ai des amis à découvrir et beaucoup de choses à connaître.
- On ne connaît que les choses que l'on apprivoise, dit le renard. Les hommes n'ont plus le temps de rien connaître. Ils achètent des choses toutes faites chez les marchands. Mais comme il n'existe point de marchands d'amis, les hommes n'ont plus d'amis. Si tu veux un ami, apprivoise-moi !
- Que faut-il faire? dit le petit prince.

- Il faut être très patient, répondit le renard. Tu t'assoiras d'abord un peu loin de moi, comme ça, dans l'herbe. Je te regarderai du coin de l'œil et tu ne diras rien. Le langage est source de malentendus. Mais, chaque jour, tu pourras t'asseoir un peu plus près...
Le lendemain revint le petit prince.
- Il eût mieux valu revenir à la même heure, dit le renard. Si tu viens, par exemple, à quatre heures de l'après-midi, dès trois heures je commencerai d'être heureux. Plus l'heure avancera, plus je me sentirai heureux. A quatre heures, déjà, je m'agiterai et m'inquiéterai; je découvrirai le prix du bonheur ! Mais si tu viens n'importe quand, je ne saurai jamais à quelle heure m'habiller le cœur... Il faut des rites.
- Qu'est-ce qu'un rite ? dit le petit prince.
- C'est aussi quelque chose de trop oublié, dit le renard. C'est ce qui fait qu'un jour est différent des autres jours, une heure, des autres heures. Il y a un rite, par exemple, chez mes chasseurs. Ils dansent le jeudi avec les filles du village. Alors le jeudi est jour merveilleux ! Je vais me promener jusqu'à la vigne. Si les chasseurs dansaient n'importe quand, les jours se ressembleraient tous, et je n'aurais point de vacances.
Ainsi le petit prince apprivoisa le renard. Et quand l'heure du départ fut proche:
- Ah! dit le renard... Je pleurerai.
- C'est ta faute, dit le petit prince, je ne te souhaitais point de mal, mais tu as voulu que je t'apprivoise...
- Bien sûr, dit le renard.
- Mais tu vas pleurer ! dit le petit prince.
- Bien sûr, dit le renard.
- Alors tu n'y gagnes rien !
- J'y gagne, dit le renard, à cause de la couleur du blé.
Puis il ajouta:
- Va revoir les roses. Tu comprendras que la tienne est unique au monde. Tu reviendras me dire adieu, et je te ferai cadeau d'un secret.
Le petit prince s'en fut revoir les roses:
- Vous n'êtes pas du tout semblables à ma rose, vous n'êtes rien encore, leur dit-il. Personne ne vous a apprivoisé et vous n'avez apprivoisé personne. Vous êtes comme était mon renard. Ce n'était qu'un renard semblable à cent mille autres. Mais j'en ai fait mon ami, et il est maintenant unique au monde.
Et les roses étaient bien gênées.
- Vous êtes belles, mais vous êtes vides, leur dit-il encore. On ne peut pas mourir pour vous. Bien sûr, ma rose à moi, un passant ordinaire croirait qu'elle vous ressemble. Mais à elle seule elle est plus importante que vous toutes, puisque c'est elle que j'ai arrosée. Puisque c'est elle que j'ai mise sous globe. Puisque c'est elle que j'ai abritée par le paravent. Puisque c'est elle dont j'ai tué les chenilles (sauf les deux ou trois pour les papillons). Puisque c'est elle que j'ai écoutée se plaindre, ou se vanter, ou même quelquefois se taire. Puisque c'est ma rose.
Et il revint vers le renard:
- Adieu, dit-il...
- Adieu, dit le renard. Voici mon secret. Il est très simple: on ne voit bien qu'avec le cœur. L'essentiel est invisible pour les yeux.
- L'essentiel est invisible pour les yeux, répéta le petit prince, afin de se souvenir.
- C'est le temps que tu as perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante.
- C'est le temps que j'ai perdu pour ma rose... fit le petit prince, afin de se souvenir.
- Les hommes ont oublié cette vérité, dit le renard. Mais tu ne dois pas l'oublier. Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé. Tu es responsable de ta rose...
- Je suis responsable de ma rose... répéta le petit prince, afin de se souvenir.
Le Petit Prince,
par Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944).
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Frase
"Permanecer com raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de atirá-lo em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima."
Buda
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Aie a melga!
Tive que andar a caça. Enquanto ia viajar no descanso, no sonho sem mais forças para lutar e a deixar-me ir.... Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzziiiuu! O ZZZZiuuu, desencadeou o som da máquina de lavar, o som dos sinos a tocar, o som do comboio a passar, do cão a ladrar e a coçar-me como se tivesse piolhos no copo! Lá estive que andar às luzes aos saltos em cima da cama com a arma nas mãos. Almofada matadora ou deixando inconsciente. Mas o que tem o meu sangue de tão atraente? Hã? Quente, doce, saboroso? Hum, eu digo-te ó melga, nem sequer está saudável. Só quero te poupar não quero que adoeças! Não queres acreditar? Porque não vais ao pé do rio? Hã? Avisei-te. Não queria te perseguir nem te matar mas estamos na selva. Eco sistema, não te vou comer mas vou me proteger e defender-me. Desculpa. Só queria estar tranquila e sossegada.
Paranóia de um causa tanto humilhação e vergonha noutra que perdeu a dignidade durante 5 anos.
Um homem foi preso depois de obrigar sua esposa a usar um cinto de castidade, que ele próprio tinha costurado sobre o sexo de sua esposa, e durante mais de cinco anos.
O pesadelo desta mulher, que vive na periferia de Sanyogitaganj, Indore, Índia começou há cinco anos, informa o Diário Bhaskar. Naquele dia, Sohanlal Chouhan, seu marido de 45 anos, estava completamente assustado depois de lhe ter dado um ataque de ciúmes. Então, com medo de que sua esposa pudesse traí-lo, decidiu usar meios inimagináveis...
"Ele obrigou-me a beber quando eu estava inconsciente e cozeu um cadeado no meu sexo", explica Radha, a vítima. "Sofri durante mais de um ano depois de ele ter posto o cadeado", diz ela, acrescentando que seu marido levava as chaves do cadeado todos os dias para o trabalho.
Além disso, Sohanlal, tornou-se incontrolável, começou a fechar a sua esposa numa divisão de casa. Só a libertava umas poucas horas por dia lamentaram os seus cinco filhos que se queixam de terem sido privados da mãe durante cinco longos anos.
Esta é segunda-feira, 16 Julho o pesadelo de Radha terminou. Depois de ouvir avanços sexuais do seu marido para a sua menina de 12 anos, Radha, desesperada, decidiu acabar com a sua vida. Ingeriu veneno de rato. Felizmente, ela foi levada para o hospital a tempo e foi salva.
Quando praticaram a lavagem gástrica, os enfermeiros do hospital descobriram o horror. Os funcionários do hospital notificaram imediatamente a polícia e Sohanlal Chouhan foi preso por abuso infantil e sequestro.
Interrogada, Radha confessou à polícia. Fez queixa, implorando para não liberar o marido.
Ele acabou por ser examinado por um psiquiatra que diagnosticou paranóia.
"Adopte um gajo" ?!...
Pois... Um site de "encontros" (acho que é assim) "ADOPTE UN MEC" inaugurou uma loja em Paris... Portanto parece que pode se escolher tipo bonecas Barbie ups! Desculpa, Ken: O surfista, o mecânico, o peludo, o aventureiro etc... O Director de marketing, Thomas Pawlowski, declara que o principio é igual ao site e que os homens são "objectos" ou "animais" que pagam (sim sim leram bem) ao dispor e para serem escolhidos por mulheres (já não tenho a certeza). Pelo que parecia brincadeira tornou-se realidade permanecendo 15 dias em Paris, depois irá dar uma volta por Bruxelas, Lausana, Lyon, Toulouse. Se tiver sucesso, voltará para ficar mais tempo...
Frase
"Se não puder voar, corra; se não puder correr, ande; se não puder andar, rasteje, mas siga em frente de qualquer jeito."
Martin Luther King
Martin Luther King
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Comunicação sofredora
Custa-me tanto de ver duas pessoas que se amam zangadas. Custa-me porque no meios de sentimentos de orgulho e de intolerância não há lugar para humildade.
Podemos tentar pensar que determinados conflitos são por amor, por preocupação do outro? Podemos colocar-nos na pessoa de frente e entender o seu ponto de vista? Pensar que o outro não quer magoar mas sim proteger? Tirar o sinal de alarme? Podemos desdramatizar? Não complicar? Ouvir e pensar? Penso num pai para o filho adulto por exemplo. Que terá devidas atitudes drásticas a pensar no bem dele? Quando se conhece já os feitios, as maneiras de ser, as características pessoais uns dos outros que muitas vezes são parecidos e familiares? Não será prova de inteligência, de bom senso, conversar, gerir, dialogar e trocar ponto de vistas com respeito, tolerância e aceitação do outro? Não será prova de sabedoria explicar que por medo, vergonha ou teimosia não aceitamos o que as pessoas nos dizem? Não será prova de maturidade, de mostrar o exemplo, saber voltar, explicar, conversar a vez e expressar por palavras, pedir perdão e desculpar? O que é importante? Ter razão, não reconhecer errar, ter a ultima palavra a força? Ou ser subtil? O amor das pessoas não é mais forte que a teimosia, orgulho, mau feitio, medo, vergonha, rabugice, cobardia e mentiras? Espero que sim. De todo o meu coração. De nós, começa a mudança de pacifismo para a paz. Serenidade. Consciência. Bem-estar. Sorriso. Descanso da alma. Abraçam-se por favor. Amam-se. A vida passa, corre e pára. E tudo acaba. Depois já não há tempo nem remédio para curar o que ficou para resolver. Ar, alivio, leveza, harmonia, amor. :)
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
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