terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mas...

É o mal do século, têm tudo para ser felizes mas...
Muitas vezes, o síndrome de mas... é transmitido inconscientemente na pequena infância. Os clichés da felicidade de ideais consumistas ilusionistas, a cultura cristã que faz culpabilizar qualquer um e não ajuda muito neste sentido, os contos de fadas da infância, o pai natal que nunca chega etc... E os pais sempre a orientarem. Até que graúdo, não se sabe o que se há de fazer e mais ninguém a indicar o caminho. Infelizmente o nosso espírito habitua-se facilmente, adapatação hedónica, e erradamente à felicidade. Já que não somos constituídos para ser eternamente e constantemente felizes. Tanto que tudo é relativo da abordagem dos acontecimentos, é um estado de espírito. Evitar a rotina e a monotonia, lidar, proporcionar  imprevistos e diversificar as actividades. Nem sempre teve coisas boas, e o que tem pode o perder. Tornar-se positivo. O copo está a metade vazio? Não. O copo está a metade cheio. Positivamente e lucidamente,  para não acabar desiludido de ter expectativas altas. Portanto, se não está feliz, se não se sente minimamente feliz, faz para adequar a sua procura. Mas antes de tudo pensa bem, aproveita bem e age em consequência dos seus valores e convicções porque, juntamo-nos ao qual achamo-nos similares, com quem nos identificamos. Podem haver altos e baixos mas a essência está no reconhecimento da nossa essência no outro. Antropoligacamente e sociologicamente, reconhecemos os grupos sócio-culturais, etnográficos, etáticos, orientações sexuais, sócio-económicos e excepcionalmente há os outros, espirituais. Estes últimos, raríssimos, por terem capacidade emocional e intelectual das provas diárias relativas à sociedade e a sua humanidade. E há os que nunca serão felizes, porque simplesmente não sabem o que é ou não querem ser.

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